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Explore o Luxuoso EXPLORA I: Sete Noites de Cruzeiro Inesquecíveis no Brasil!

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Sete noites a bordo do EXPLORA I com a mala desfeita uma única vez. Mudar de país sem mudar de hotel tem um quê de magia. Desfiz a mala em Barcelona e só voltei a fechá-la sete noites depois, quando desembarquei novamente na capital catalã. Nesse intervalo, vieram Ibiza, Menorca, Sardenha e Saint-Tropez. Eu saía para conhecer outra cidade, às vezes outro país, e no fim do dia voltava como quem volta para casa, para a mesma cama, para as roupas penduradas no closet desde o primeiro dia. Sem check-out, sem check-in e, principalmente, sem aquela operação de guerra que é fazer caber tudo de novo na mala.

Navio de cruzeiro preto e branco navegando em águas azuis escuras, deixando um rastro de espuma. Ao fundo, montanhas costeiras e um céu em tons de laranja e roxo ao pôr do sol

E essa casa tem casco azul-marinho, o que, num porto cheio de navios alvíssimos, é como chegar de pretinho básico a uma festa em que todo mundo veio de branco. É para o EXPLORA I que as câmeras apontam primeiro, atraídas pelo azul profundo e pelo desenho dourado da marca no alto. Uma escolha estética que também exige manutenção constante, já que o azul-escuro evidencia qualquer marca de sal ou desgaste. No cais de Barcelona, porém, o casco brilhava impecável. Essa maravilha, sobre a qual conto a seguir, integra a frota de sete navios de luxo da Explora Journeys, marca de cruzeiros de alto padrão do grupo MSC. A partir de janeiro de 2027, a companhia terá itinerários pelo Brasil – e ouso dizer que o EXPLORA I está entre os candidatos a navio mais luxuoso a navegar pelo nosso litoral.

Vista aérea da popa de um navio de cruzeiro preto com detalhes vermelhos, navegando em águas azuis. Vários decks com piscinas, espreguiçadeiras e guarda-sóis brancos são visíveis

Entre uma escala e outra, havia tempo para aproveitar o navio. O Ocean Wellness, por exemplo, reúne 11 salas de tratamento, sauna finlandesa, hammam e, pasmem, uma caverna de sal do Himalaia, espreguiçadeiras de mármore aquecidas e uma cachoeira de gelo para os corajosos – esta última parece ter sido inventada por alguém convencido de que um pouco de sofrimento faz bem à saúde. Explorei as instalações e ainda reservei um tempo para uma massagem relaxante, daquelas que fazem a gente perder completamente a noção do tempo.

Ambiente de spa com duas espreguiçadeiras reclináveis bege e marrom, paredes de azulejo marrom texturizado e teto de madeira ripada. À esquerda, uma área de piscina com iluminação azul e divisórias verticais de madeira escura.

O mais curioso é dividir o navio com aproximadamente 900 hóspedes, distribuídos em 461 suítes (chamar de cabine seria insensatez), e quase não esbarrar em ninguém. Muitas vezes caminhei pelos decks sem cruzar com uma alma. Sentava na primeira espreguiçadeira que aparecia, sem precisar caçar vaga, e sempre encontrava um canto quieto para ler ou simplesmente ficar olhando o mar. Nada daquela disputa territorial em que uma toalha estendida às sete da manhã passa a valer como escritura de propriedade.

Lounge moderno e luxuoso em um navio, com janelas panorâmicas do chão ao teto revelando o oceano azul. Sofás e poltronas em tons de bege e verde-escuro, mesas de centro, plantas e arranjos florais, sob um teto de vidro e estrutura branca. A luz do sol entra pelas janelas, criando um ambiente acolhedor e sofisticado.

A Explora Journeys chama essa filosofia de “ocean state of mind”: a ideia de que viajar não é apenas acumular destinos, mas também aproveitar o tempo entre eles. O mercado adora conceituar sensações que a gente poderia simplesmente chamar de férias bem vividas. Mas, depois de alguns dias a bordo, comecei a entender o que a companhia queria dizer.

O navio trabalha com uma proporção anunciada de 1,25 hóspede por funcionário, um número que ajuda a explicar a disponibilidade do serviço ao longo da viagem. Uma matemática que, vista do lado de quem está de férias, faz muito sentido.

Quarto de hotel luxuoso com cama king-size, lençóis brancos e colcha cinza. À esquerda, uma porta de vidro abre para uma varanda com vista para o oceano azul. Uma mesa redonda com xícara de café e binóculos, e um sofá bege com almofadas. Uma estante com livros e objetos decorativos divide o ambiente.

São quatro piscinas aquecidas, jacuzzis voltadas para o mar aberto e uma infinidade de lugares para se acomodar ao sol. A Astern Pool fica no deck 5, quase rente à água, com a borda infinita voltada para o rastro branco formado pela propulsão do navio. A Atoll, cinco andares acima, também se debruça sobre a popa. A Conservatory tem um teto de vidro que se fecha quando o tempo vira e, à noite, se transforma em cinema. Lá na proa, no deck 12, a Helios é reservada aos adultos – que delícia foi tomar drinques sem precisar desviar dos respingos de crianças.

Vista aérea de um luxuoso navio de cruzeiro azul-marinho, EXPLORA II escrito em dourado. Uma mulher de biquíni branco está na piscina de borda infinita na popa, cercada por espreguiçadeiras e mesas. O mar azul profundo se estende ao redor.

Foi à beira de uma das piscinas que, em duas ocasiões, vi as pessoas começarem a se alvoroçar e apontar para o mar. Eram golfinhos, grupos inteiros acompanhando o navio. Os biólogos chamam esse comportamento de wake riding — wake significa “esteira”, o rastro deixado na água, que os golfinhos surfam sem demonstrar o menor interesse pela comoção que provocam.

Golfinho cinza e branco saltando da água azul escura, criando respingos brancos e uma sombra na superfície

Acabei passando boa parte do tempo na varanda da suíte, presente em todas as acomodações. Foi ali que criei o hábito de tomar café da manhã, sempre servido com pontualidade suíça. Quando o navio estava atracado, as gaivotas davam rasantes, com a confiança de quem já sabia que ali tinha croissant. Eu tomava o café lá fora, dividindo a manhã com elas. Em muitos portos, a orla era coalhada de beach clubs. Eu ficava ali, só escutando, e na hora de dormir muitas vezes deixava a porta aberta para a brisa entrar junto com a trilha sonora. Em Ibiza, adormeci com a ilha fervendo lá fora, sem a mínima vontade de arredar o pé da minha cabine.

Mesa redonda com café da manhã farto em varanda de navio, com vista para o mar azul e céu claro. Há panquecas, frutas, pães, café, suco e um livro amarelo.

A Ocean Terrace Suite, primeira categoria de acomodação do EXPLORA I, tem cerca de 35 metros quadrados, com cama king size, closet e banheiro de mármore com piso aquecido. Os mimos incluem secador Dyson, binóculos e carregador sem fio na mesa de cabeceira. Uma categoria de entrada que faria muita suíte de hotel em terra firme tremer de vergonha. Quem quiser sonhar mais alto tem a Owner’s Residence, no deck 8, a maior acomodação a bordo, com 280 metros quadrados. O terraço ocupa toda a largura da popa e abriga uma mesa de jantar para oito pessoas e uma hidromassagem de borda infinita. É a suíte ideal para quem considera viajar pelo Mediterrâneo uma delícia, mas não abre mão de receber convidados para jantar.

Sala de estar luxuosa com sofá azul-turquesa, poltronas claras, tapete azul e mesa de centro redonda. Uma grande TV exibe Welcome Home Ms. & Mr. Jones sobre um fundo de água. Iluminação embutida no teto e paredes, com um bar e balcão ao fundo

Os prazeres a bordo 

O EXPLORA I foi pensado também para os intervalos entre um destino e outro. No Astern Lounge há mesa de sinuca e jogos. Há ainda espaços para palestras, um grande bar central e o Malt Whisky Bar, no deck 11, com uma seleção de whiskies raros, umidor climatizado para armazenar charutos e um terraço ao ar livre reservado aos apreciadores de um bom Cohiba acompanhado de um single malt. Tão chic! Fiquei imaginando que seria a locação perfeita para um filme na linha Cidadão Kane.

Bar de luxo em um navio, com balcão de mármore iluminado e diversas garrafas de bebidas. Quatro pendentes de vidro âmbar iluminam o ambiente. Ao fundo, janelas amplas revelam o oceano e um céu alaranjado no pôr do sol.

A academia interna, claro, tem vista para o mar. Do lado de fora, os decks oferecem estação de treino ao ar livre, pista de corrida e quadra de pickleball e basquete. Seis voltas e meia na pista somam aproximadamente 1,6 quilômetro. Uma ótima oportunidade para se exercitar contemplando o Mediterrâneo. Acabei frequentando a academia menos do que gostaria. Os restaurantes a bordo também disputavam minha atenção e, convenhamos, eram mais convincentes.

Estúdio de yoga com piso de madeira e janelas panorâmicas do chão ao teto, mostrando o oceano azul. Há tapetes de yoga, halteres, garrafa de água, almofada de meditação e tigelas tibetanas douradas.

Festim a qualquer hora

Aqui ninguém passa fome, nem se quiser. O serviço de quarto funciona 24 horas sem cobrança extra, o Emporium Marketplace serve café da manhã, almoço e jantar, e o Crema Café fica aberto o dia todo, com cafés preparados por baristas e uma vitrine de doces que vai dos cannelés aos pastéis de nata. Perto da piscina coberta, ainda há uma gelateria com crepes. No fim da tarde, o chá é servido no Explora Lounge, na proa, com o mar ocupando a janela inteira. A essa altura, a ideia de fazer apenas três refeições por dia quase beira o mau gosto.

Interior de um café ou lounge moderno com iluminação quente. O teto possui painéis de madeira em relevo, criando um efeito tridimensional. À esquerda, janelas altas refletem o ambiente. Mesas redondas com cadeiras estofadas em tons de bege e laranja estão dispostas em fileiras sobre um carpete marrom. Ao fundo, um balcão de atendimento com uma pessoa.

São seis restaurantes, cinco deles incluídos na tarifa. O Sakura é o mais disputado, com cerejeiras pendendo do teto, que rendem fotos lindas, e um cardápio que passeia pela Ásia entre sushi, sashimi e pratos quentes. Há também um balcão para o preparo dos crus. Vale pedir um saquê e deixar a escolha por conta do sommelier. No Marble & Co. Grill, as carnes descansam na câmara de maturação, expostas como bolsas numa vitrine da Place Vendôme. A iluminação é baixa, as conversas discretas e a adega merece atenção.

Duas mãos usando hashis para pegar comida em uma mesa escura com diversos pratos asiáticos: um filé com purê, um curry laranja, um bowl de arroz branco, edamame, pães achatados e um prato com rolinhos fritos e molho verde

O Fil Rouge segue por outro caminho, de toalha branca e talher pesado, com serviço tout à fait. É também onde se toma um café da manhã com cara de hotel parisiense, daqueles em que até passar manteiga no pão parece exigir elegância. O Med Yacht Club atravessa o Mediterrâneo inteiro, da Itália ao Norte da África, com muito peixe, massa e pratos para dividir.

Garçom de camisa branca serve prato de tartare com molhos coloridos a cliente de blazer verde e camisa branca, sentado à mesa com taça de vinho tinto, pães e torradinhas

Já chamar o Emporium de bufê seria sacrilégio. Ali há estações de massa fresca, pizza, sushi, queijos e charcutaria, com cozinheiros preparando os pratos diante dos hóspedes. A refeição pode ser mais rápida e informal, mas o cuidado com os ingredientes e o preparo não fica atrás dos outros restaurantes. À noite, vale pegar uma taça de champanhe e seguir para o raw bar, onde ostras e patas de caranguejo desfilam no balcão.

Chef de costas, vestindo dólmã branco, posiciona um prato oval com ostras frescas sobre uma cama de gelo picado. Outros dois pratos com ostras, algumas com ovas e outras com molho vermelho, estão visíveis. Uma tigela com fatias de limão completa a cena de um buffet de frutos do mar

O Anthology é o restaurante de alta gastronomia do navio, cobrado à parte. Já recebeu como chef convidado o italiano Mauro Uliassi, dono de três estrelas Michelin, e hoje serve um menu de sete tempos assinado por Franck Garanger, francês que comanda a cozinha dos navios Explora. Depois do jantar, eu sempre terminava a noite no Sky Bar, no deck 14, o último do navio, com um drinque, música ao vivo e as estrelas cuidando do resto.

Sobremesa gourmet em prato branco ondulado, com base de pistache triturado, um rolinho dourado, quenelle de creme branco, frutas vermelhas e pistaches inteiros. Ao lado, taça de vinho branco, colher e garfo sobre toalha de mesa branca

Arte, design e compras a bordo 

O britânico Martin Francis, que integrou a equipe de design do EXPLORA I, também participou do projeto do Motor Yacht A, o superiate desenhado por Philippe Starck, famoso pela proa invertida e pela aparência futurista. No EXPLORA I, a proposta foi aproximar o desenho exterior do universo dos superiates. Os corredores e ambientes internos seguem a mesma inspiração, com materiais, iluminação e proporções que se afastam da estética tradicional dos grandes navios de cruzeiro. Nada de tentar impressionar o passageiro com um átrio de shopping center ou uma escadaria que parece ter sido encomendada para uma cerimônia de premiação.

Lobby de hotel moderno e luxuoso com balcão de bar iluminado, estantes com garrafas e objetos decorativos, sofás e poltronas em tons neutros, e plantas ornamentais

Pelos ambientes do EXPLORA I, encontram-se esculturas de Yves Dana e obras de Yinka Shonibare. A galeria do navio já exibiu também trabalhos de Andy Warhol e Roy Lichtenstein. Um andar abaixo, no deck 4, estão as boutiques da Rolex, Cartier, Panerai e Piaget. Arte e relógios suíços convivem sem conflitos. O único risco é sair para apreciar uma escultura e voltar com uma despesa que não estava no orçamento.

Corredor de galeria de arte com piso de madeira em espinha de peixe e teto iluminado. À esquerda, uma pintura de mulher loira com a frase CALL ME ANYTHING BUT ORDINARY. Outras obras de arte adornam as paredes, e um pufe bege está no centro.

O balé dos rebocadores

Assistir às manobras de entrada nos portos acabou se tornando um dos meus rituais a bordo. Um gigante de 248 metros entrando no porto, acompanhado por barquinhos que, perto dele, parecem de brinquedo. São os rebocadores, embarcações compactas e extremamente potentes. Dependendo do modelo, um rebocador de cerca de 30 metros pode ter motores com mais de 3.000 cavalos de potência e capacidade de tração superior a 100 toneladas.

Navio de cruzeiro preto e branco, com vários andares e janelas, navegando em águas azuis escuras. Ao fundo, montanhas rochosas e um céu claro. Uma pequena embarcação laranja flutua à direita do navio.

Eles funcionam como freio e volante ao mesmo tempo. Enquanto um empurra a proa para controlar o movimento, outro atua na popa e ajuda o navio a girar. Às vezes entra um terceiro para ajustar a posição do casco em relação ao cais, enquanto os cabos são preparados para a amarração. Cada movimento é coordenado por rádio com o prático, profissional que conhece as características do porto, as correntes, as condições locais de navegação e embarca para auxiliar o comandante nas manobras. Da varanda, acompanhava cada movimento, impressionada com a precisão daqueles barcos tão pequenos diante do EXPLORA I. Era quase uma coreografia, embora ali um passo errado certamente não pudesse ser resolvido com um sorriso para a plateia.

Cada porto, um cardápio

Em alguns portos, o EXPLORA I atracava diretamente no cais, facilitando o desembarque. Em outros, permanecia fundeado, e o trajeto até o porto era feito de tender, um barco fechado que mais parece um pequeno submarino. O tender vai e volta ao longo do período previsto para a escala, permitindo que cada um organize o tempo em terra. Se bater o calor ou der vontade de aproveitar a piscina, basta consultar o horário da próxima embarcação e voltar.

Em toda parada há um cardápio de opções. Dá para montar a viagem do seu jeito, alternando dias de passeio cultural, um beach club ou uma visita a um palácio. A dificuldade não é encontrar o que fazer. É escolher uma coisa e aceitar, com alguma maturidade, que as outras vão ficar para uma próxima viagem.

Vista aérea de uma praia com mar azul-turquesa e pessoas nadando, cercada por colinas verdes e rochosas sob céu claro. Boias amarelas delimitam a área de banho.

Em Ibiza, minha escolha foi passar o dia no descolado Beso Beach, em Ses Salines, com suas mesas de madeira sob coberturas de palha, pinheiros ao redor e os pés quase na areia. Depois, ainda deu tempo de circular pela cidade, entrar nas lojinhas e subir pelas ruelas de Dalt Vila, o centro histórico cercado por muralhas, de onde se avista o porto. Ibiza tem essa vantagem: permite passar o dia inteiro sem entrar numa boate e ainda assim voltar convencida de que se aproveitou muito bem a ilha.

Mesa de madeira posta com pratos brancos, talheres e taças, decorada com arranjos de girassóis, em um restaurante à beira-mar com areia no chão. Ao fundo, pessoas nadam no mar azul-claro, com barcos ancorados e vegetação na costa

Em Menorca, fui conhecer Ciutadella, a antiga capital da ilha, com suas ruas estreitas, palácios de pedra e um pequeno porto cercado de restaurantes com mesas coloridas ao ar livre. Um lugar onde caminhar sem destino parece um programa perfeitamente respeitável, sobretudo quando o passeio termina numa mesa à beira do porto.

Vista aérea de uma cidade costeira com edifícios históricos de cores claras e telhados de terracota, um porto com barcos atracados e uma muralha de pedra antiga. No centro, uma praça com um obelisco e árvores.

Na Sardenha, o dia foi cultural. Alghero guarda uma herança catalã que remonta ao século XIV, quando a Coroa de Aragão conquistou a cidade. Essa história continua presente nas muralhas medievais, na arquitetura e até na língua local. Nas ruelas, dezenas de lojinhas expõem os famosos corais vermelhos entre cerâmicas coloridas. Não por acaso, esse trecho do litoral é conhecido como Riviera do Coral. Durante séculos, o coral retirado daquelas águas trouxe riqueza à cidade e deu origem a um artesanato que ainda ocupa as vitrines do centro histórico. Antes de voltar ao navio, fomos nadar numa prainha de pedras colada às muralhas, de água transparente e calma. O difícil foi entrar e sair do mar, tentando manter o equilíbrio sobre as pedras, redondas e muito escorregadias. Houve braços abertos, passos desajeitados e muita risada.

Homem em barco branco navegando em águas azuis, com porto de luxo e cidade costeira ao fundo, sob céu claro. Iates grandes e edifícios históricos com telhados de terracota e uma torre de igreja em destaque.

Em Saint-Tropez, meu grupo se dividiu. Os outros seguiram para o Domaine Bertaud Belieu, em Gassin, uma vinícola cujas origens remontam a 1340 e que concentra cerca de 80% de sua produção nos rosés. Eu troquei o rosé pelo mar, sem culpa. Passei a manhã num catamarã pela costa, com paradas para mergulho. Não tenho nada contra um bom rosé provençal, mas naquele dia o Mediterrâneo venceu por larga vantagem.

Extenso vinhedo verdejante em primeiro plano, com fileiras de parreiras sob um céu azul claro. Ao fundo, um conjunto de edifícios de cor ocre, incluindo uma construção com fachada clássica e colunas, e outras casas com telhados de terracota, cercadas por árvores frondosas

Monte Carlo, em Mônaco, foi a escala mais longa. Quem prefere história tem o Palácio do Príncipe, no alto do Rocher, mas eu, fiel às minhas prioridades, fui comer. Realidade: o valor da conta é bastante condizente com o PIB do lugar. Do navio, segui para o recém-inaugurado La Vigie Zanoni Monte-Carlo, encravado em uma península e cercado pelo Mediterrâneo. À frente da cozinha está o chef italiano Simone Zanoni, também responsável pelo Le George, no Four Seasons Hotel George V, em Paris, e pelo L’Italien, no La Mamounia, em Marrakech. A cozinha é italiana, com pratos que valorizam os ingredientes mediterrâneos, e a mesa fica de frente para o mar. Uma vista dessas tem a vantagem de tornar até a espera entre os pratos um programa.

Terraço de restaurante luxuoso à beira-mar, com mesas de madeira escura e cadeiras de palha. Pratos amarelos e talheres estão dispostos. Guarda-sóis bege oferecem sombra. O mar azul claro, com iates distantes, forma o cenário sob um céu ensolarado.

A tarde continuou no Monte-Carlo Beach Club, inaugurado em 1929, que neste verão ganhou uma nova cara pelas mãos da grife Jacquemus. Guarda-sóis e espreguiçadeiras amarelas cercam a histórica piscina olímpica de água do mar, com o Mediterrâneo azulão ao fundo. Em Mônaco, até os guarda-sóis têm assinatura de estilista. Depois de um almoço longo, fiquei por lá a tarde inteira, entre um mergulho e outro.

Vista aérea de um resort de luxo à beira-mar, com edifícios de telhado de terracota e paredes vermelhas, cercados por vegetação exuberante. Uma piscina azul brilhante com algumas pessoas nadando, espreguiçadeiras e guarda-sóis listrados na área da piscina e na praia de areia clara. Ao fundo, o mar azul calmo e um píer com mais espreguiçadeiras, sob um céu azul claro.

À noite, Mônaco iluminada foi ficando para trás, com as luzes dos edifícios espalhadas pela encosta e o porto cada vez mais distante. Fiquei um bom tempo na varanda, acompanhando a saída do navio. No dia seguinte, teríamos um dia inteiro de navegação pelo Mediterrâneo. Só em Barcelona, sete noites depois, voltei a fechar a mala.

EXPLORA I no Brasil

A partir de janeiro de 2027 e ao longo de 2028, o EXPLORA I fará uma série de viagens pelo Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. A viagem inaugural, de 19 noites, sai de Miami no dia 29 de janeiro e chega em Manaus no dia 17 de fevereiro de 2027 (R$ 62.625 por adulto). Entre os roteiros que passam por aqui está uma viagem de sete noites que parte em 21 de dezembro de 2027 entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, com escalas em Paraty, Ilhabela e Punta del Este (R$22.425 por adulto). Depois de deixar a costa brasileira, o EXPLORA I segue em direção ao extremo sul do continente. Os roteiros incluem Puerto Madryn, Ushuaia e outros destinos da Patagônia, além do Canal de Beagle, Puerto Williams, Punta Arenas e Cabo Horn. Saiba mais

GUIA PRÁTICO 

Quanto custa

Sete noites de Monte Carlo a Barcelona, para junho de 2027, custa a partir de € 4.460 por pessoa. O preço muda conforme a suíte, a data, o roteiro e a antecedência. Promoções podem aparecer, então vale pedir uma cotação atualizada à companhia pelo site ou com o seu agente de viagens.

O que está incluído

O pacote inclui acomodação, refeições em todos os restaurantes (exceto o Anthology), além do serviço de quarto 24 horas. Há uma ampla seleção de bebidas incluídas, como vinho, champanhe, destilados premium, cafés especiais e refrigerantes, inclusive pedidos na suíte. Wi-Fi e gorjetas já estão incluídos no pacote. A academia e a área termal do Ocean Wellness são de uso livre. Em algumas escalas, há transporte gratuito do porto até a cidade.

O que é pago à parte

No Anthology, o menu degustação custa € 165 por pessoa, e a harmonização de vinhos sai por mais € 70 (valores podem mudar). Tratamentos no spa são cobrados, assim como as excursões em terra. Na adega, os rótulos excepcionais têm seu preço. 

Melhor época

Maio, junho e setembro costumam ter temperaturas agradáveis e destinos menos lotados. Para pegar praia, prefira junho ou setembro. Julho e agosto são os meses mais quentes e disputados do verão europeu.

Como chegar saindo do Brasil

A LATAM opera voos diretos de Guarulhos a Barcelona, com duração aproximada de 10h30. Quem sai de outras cidades brasileiras encontra voos com conexão. Chegue pelo menos um dia antes do embarque. Antes de comprar a passagem, confira em que porto o roteiro começa e termina, porque isso muda de uma viagem para outra.

Documentos

Brasileiros não precisam de visto para turismo no Espaço Schengen. O passaporte precisa estar válido pelo menos três meses após a data prevista de saída da Europa. O sistema europeu de entrada e saída EES começou a ser implantado em outubro de 2025 e prevê o registro biométrico de viajantes de fora da União Europeia – o processo pode ter longas filas. Confira as exigências oficiais antes de embarcar, pois regras e cronogramas podem mudar.

Reservas e roteiros

A Explora Journeys oferece diferentes roteiros pelo Mediterrâneo, com durações e escalas variadas. Excursões podem ser reservadas antes da viagem, conforme a disponibilidade. Em determinadas ofertas Sky & Sea, o pacote pode incluir voos de ida e volta, traslados privativos e uma noite de hotel antes do embarque, quando prevista nas condições da tarifa. Informações e reservas

Leia tudo sobre o Mediterrâneo.

 

 

Fonte: viagemeturismo

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