O governador eleito Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que não está preocupado com os possíveis impactos da reforma tributária sobre a arrecadação estadual e disse acreditar que o Congresso Nacional poderá revisar pontos da legislação para evitar prejuízos aos estados.
Em 2024, o então governador Mauro Mendes (União) estimou que Mato Grosso poderia perder entre 20% e 25% da arrecadação, o equivalente a R$ 7 bilhões ou R$ 8 bilhões por ano.
Pivetta argumentou que o Congresso tem capacidade para alterar as regras aprovadas e corrigir eventuais distorções na distribuição dos recursos entre as unidades da Federação. Para ele, a composição do Legislativo e as futuras decisões parlamentares poderão abrir espaço para ajustes na reforma.
“Esse Congresso, com essa agilidade, com esse dinamismo, pode também mudar as coisas que têm que mudar na reforma tributária para não fazer injustiça, para não fazer vítima, porque, afinal de contas, os estados são filhos de uma mesma pátria, todos somos irmãos, e os estados têm que ter todos uma isonomia”, declarou.
Apesar de reconhecer que Mato Grosso tem uma desvantagem por possuir baixa densidade demográfica, o governador eleito afirmou que o crescimento populacional e a perspectiva de aumento da renda dos mato-grossenses devem contribuir para o desenvolvimento econômico do estado.
“Eu não me preocupo muito com isso. Além do mais, nós vamos ter uma renda per capita muito acima da média nacional no Estado de Mato Grosso, porque os mato-grossenses vão prosperar, vão melhorar a sua renda, estão melhorando e vão melhorar”, afirmou.
Simplificação é vista como vantagem
Pivetta também avaliou que a reforma tributária tem aspectos positivos, principalmente pela simplificação do sistema de impostos e pela adoção do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que unificará tributos sobre o consumo.
“Conceitualmente, ela é boa porque só o fato de simplificar e de que o imposto mais importante do Brasil vai se dar pelo consumo, pelo IVA, Imposto sobre Valor Agregado, só isso já vale a pena”, disse.
O governador eleito destacou ainda a necessidade de ampliar a qualificação profissional, atrair investimentos e incentivar a agregação de valor à produção dentro de Mato Grosso. Na avaliação dele, esses fatores podem ampliar a renda e fortalecer a economia estadual, mesmo diante das particularidades demográficas do estado.
Pivetta citou o crescimento populacional como um indicativo do potencial econômico mato-grossense e afirmou que o estado continua recebendo moradores de outras regiões do país. Ele mencionou uma estimativa de entrada de aproximadamente 80 mil pessoas por ano.
Ao defender o fortalecimento da economia local, também mencionou o custo do crédito como um obstáculo aos investimentos e afirmou que juros mais baixos poderiam acelerar a industrialização e a agregação de valor à produção estadual.
Fonte: Olhar Direto





