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Meningite em MT: 16 mortes e mais de 100 casos em 2026

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2026

Mato Grosso ultrapassou a marca de 100 casos confirmados de meningite em 2026 e já contabiliza 16 mortes provocadas pela doença. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), divulgados no levantamento epidemiológico citado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) de Cuiabá, foram registrados 102 casos confirmados entre janeiro e outubro deste ano. Outros 27 casos suspeitos permanecem em investigação.

Os números constam no clipping epidemiológico publicado nesta segunda-feira (19), que reúne informações sobre doenças e eventos de interesse para a saúde pública.

A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser provocada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes. Algumas formas, especialmente as bacterianas, podem evoluir rapidamente e provocar complicações graves, incluindo a morte.

O levantamento citado pelo CIEVS não detalha quais municípios de Mato Grosso concentram o maior número de registros, nem informa a distribuição das mortes por faixa etária ou agente causador.

Quais são os sintomas da meningite?

Os sintomas podem variar conforme a causa da infecção e a idade do paciente. Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Febre alta;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Rigidez na nuca;
  • Náuseas e vômitos;
  • Sensibilidade à luz;
  • Sonolência, confusão mental ou dificuldade para despertar;
  • Convulsões, em casos mais graves.

Em bebês, a doença também pode provocar irritabilidade, dificuldade para se alimentar, choro persistente e alterações na moleira.

A presença de sintomas sugestivos de meningite exige avaliação médica imediata. O diagnóstico precoce é fundamental, especialmente nos casos bacterianos, que podem evoluir rapidamente.

Como ocorre a transmissão?

A transmissão depende do agente causador da meningite. Algumas formas bacterianas e virais podem ser transmitidas por contato próximo com secreções respiratórias ou saliva de pessoas infectadas.

Por isso, medidas como manter a vacinação em dia, higienizar as mãos, evitar compartilhar objetos de uso pessoal e manter ambientes ventilados ajudam a reduzir o risco de determinadas infecções.

Nem todos os tipos de meningite são transmitidos diretamente de uma pessoa para outra.

Vacinação é uma das principais formas de prevenção

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacinas que protegem contra diferentes agentes capazes de provocar meningite, incluindo meningococos, pneumococos e o Haemophilus influenzae tipo b.

A proteção depende do tipo de vacina, da idade e do esquema recomendado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Pais e responsáveis devem conferir a caderneta de vacinação das crianças e procurar uma unidade de saúde para atualizar eventuais doses em atraso.

A vacinação não previne todas as formas de meningite, mas é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco de infecções graves causadas por agentes contemplados pelas vacinas.

Casos suspeitos ainda são investigados

Além dos 102 casos confirmados e das 16 mortes registradas entre janeiro e outubro, Mato Grosso contabiliza 27 notificações suspeitas que ainda dependem de investigação.

A confirmação da doença pode envolver avaliação clínica e exames laboratoriais, conforme a suspeita médica.

O acompanhamento epidemiológico é importante para identificar possíveis aumentos de casos, orientar medidas de prevenção e permitir respostas rápidas das autoridades de saúde.

Pessoas com sintomas compatíveis com meningite devem procurar atendimento médico imediatamente, sem aguardar o agravamento do quadro.

Fonte: primeirapagina

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