Boas Ações

Corredora tem parada cardíaca e é salva por desconhecidos que voltam para reencontro emocionante

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026

Desconhecidos salvam corredora que teve parada cardíaca, ela reencontra os heróis e agradece

2026
Desconhecidos salvam a corredora Kaley, de 43 anos, após parada cardíaca em Brisbane, na Austrália. Ela reencontrou os heróis sem capa para agradecer. – Foto: reprodução/ 7NEWS

Desconhecidos salvam uma corredora que sofreu uma parada cardíaca durante um treino matinal. Ela ficou vários minutos sem batimentos cardíacos e quase morreu na Austrália. O resgate foi no ano passado e agora a mulher, Kaley Koppa, de 43 anos, teve a oportunidade de reencontrar os heróis sem capa para agradecer pessoalmente.

O reencontro foi divulgado pela televisão australiana 7NEWS no último dia 16 de outubro, Dia Mundial da Reanimação Cardiopulmonar. Kaley havia percorrido quase 10 quilômetros às margens do Rio Brisbane quando começou a passar mal. As câmeras de segurança registraram o momento em que ela diminuiu a velocidade, levou a mão ao braço e tentou descansar em um banco, onde perdeu a consciência e desmaiou.

Uma das pessoas que passavam pelo local percebeu que a mulher não respondia e acionou o serviço de emergência. A situação era grave: Kaley estava com o rosto azulado e não respirava. Enquanto alguns pedestres iniciavam as manobras de reanimação, funcionários de um cassino próximo correram para buscar um desfibrilador. A união dos desconhecidos conseguiu fazer o coração dela voltar a bater.

Desconhecidos salvam corredora durante treino

David McMillan estava caminhando pela região quando encontrou Kaley caída e decidiu ajudar. Ele telefonou para o número de emergência australiano, 000, e explicou que havia uma mulher inconsciente no calçadão.

“Estávamos caminhando quando vimos uma pessoa caída. Paramos para verificar se estava bem, mas ela não respondia”, contou David à televisão australiana 9News.

Enquanto recebia as orientações do atendente, outras pessoas começaram a fazer compressões torácicas para tentar manter a circulação sanguínea. A movimentação chamou a atenção dos funcionários do cassino The Star, que monitoravam a região pelas câmeras de segurança. Foi quando o segurança Trevor Tyrna entrou em ação.

Leia mais notícia boa

Segurança usou desfibrilador pela primeira vez

Trevor correu até a corredora levando um desfibrilador externo automático, conhecido pela sigla DEA. Apesar de trabalhar na segurança, ele nunca havia utilizado o equipamento em uma emergência real. Mesmo assim, não hesitou. “Ela precisava da nossa ajuda. Naquele momento, a única preocupação era ajudá-la”, contou o segurança à 9News.

O aparelho permitiu identificar a necessidade de um choque elétrico para tentar restabelecer o ritmo cardíaco. “Apertei o botão, pedi para todos se afastarem e aplicamos um choque”, lembrou um dos socorristas à 7NEWS. A intervenção funcionou. Kaley foi reanimada antes da chegada dos paramédicos.

A socorrista Emma Medcraft afirmou que a reanimação realizada pelos pedestres e o uso do desfibrilador foram decisivos para a sobrevivência da mulher.

Doença genética foi descoberta no hospital

Até aquele dia, Kaley levava uma vida ativa, praticava corrida e não sabia que tinha uma doença cardíaca. Depois de receber atendimento e se recuperar no hospital, ela descobriu que sofria de uma condição genética progressiva do coração.

Segundo a imprensa australiana, a doença não havia sido diagnosticada anteriormente. A descoberta também mudou a rotina da corredora. Por orientação médica, Kaley precisou abandonar as corridas.

Hoje, ela mantém outras atividades, como caminhadas e pintura, e passou a defender a importância do conhecimento sobre reanimação cardiopulmonar.

Reencontro com os desconhecidos que salvaram a vida dela

A oportunidade de olhar nos olhos das pessoas que a salvaram foi um dos momentos mais marcantes da recuperação. Kaley reencontrou David, Trevor e outros participantes do resgate durante as atividades do Dia Mundial da Reanimação Cardiopulmonar.

“São pessoas que nunca conheci na vida. Serei eternamente grata. Não existem palavras para descrever como estou feliz por ter recebido uma segunda chance”, afirmou.

Ela contou que ainda se emociona ao lembrar que a vida poderia ter terminado naquela manhã. “Que milagre foi tudo isso. Não consigo acreditar que ainda estou viva”, disse.

Para Kaley, aprender técnicas de primeiros socorros pode fazer a diferença para qualquer pessoa. “Nunca sabemos quem vai precisar de ajuda. Naquele dia, fui eu”, afirmou à imprensa australiana.

Por que agir rapidamente salva vidas

Segundo a 7NEWS, mais de 32 mil australianos sofrem uma parada cardíaca anualmente e apenas aproximadamente 10% sobrevivem quando a emergência ocorre fora de um hospital.

A história de Kaley reforça a importância de reconhecer uma parada cardíaca e iniciar rapidamente o socorro.

Como agir nessa hora

No Brasil, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado pelo telefone 192.

Quando uma pessoa está inconsciente e não respira normalmente, é fundamental chamar ajuda imediatamente, iniciar compressões torácicas conforme as orientações do atendente e utilizar um desfibrilador externo automático, quando disponível, seguindo as instruções do aparelho.

Foi essa combinação de atitudes que permitiu a Kaley voltar para casa e, um ano depois, abraçar os desconhecidos que ajudaram a salvar a vida dela.

A corredora Koppa reencontrou este mês os desconhecidos que salvaram a vida dela. – Foto: reprodução 7NEWS
Desconhecidos salvam a corredora Kaley, de 43 anos, após parada cardíaca em Brisbane, na Austrália. – Foto: reprodução/ 7NEWS

Fonte: sonoticiaboa

Sobre o autor

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.