A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), já projeta disputar a reeleição em 2028 e afirma que pretende ampliar as entregas à população, apesar das dificuldades enfrentadas durante o mandato. Ela também avalia que a mudança no comando da Câmara de Vereadores pode fortalecer sua gestão e facilitar a aprovação de projetos do Executivo.
“Agora eu corro atrás da minha reeleição, que eu tô aí, com certeza, eu venho fazendo um bom trabalho em Várzea Grande. Tô fazendo várias entregas, mesmo com todas as dificuldades, desafios enfrentados na gestão. Mas eu sigo em frente”, declarou.
Flávia considera que a possível eleição do vereador Lucas do Chapéu do Sol (PL), aliado político dela, para a presidência da Mesa Diretora representa uma oportunidade de melhorar a relação entre a Prefeitura e o Legislativo. Segundo a prefeita, a falta de entendimento com a atual direção da Câmara, sob comando de Wanderley Cerqueira (MDB), prejudicou a execução de iniciativas da prefeitura.
“Mais do que isso, uma gestão forte em conjunto com os vereadores para poder entregar mais à população. Muita coisa eu não consegui fazer para a população de Várzea Grande por não conseguir ter essa união da Mesa Diretora, do presidente da Câmara”, afirmou.
Embates com a Câmara
A relação entre Flávia e o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, foi marcada por conflitos políticos e impasses na tramitação de propostas. Em março, por exemplo, o Legislativo barrou por duas sessões consecutivas a tentativa de votação de um projeto que previa R$ 6,9 milhões para a saúde municipal, com recursos de emendas parlamentares estaduais e federais. A situação provocou novo embate entre o Executivo e o Legislativo.
Em maio, a disputa pelo comando da Mesa Diretora também evidenciou o racha. Wanderley venceu Lucas do Chapéu do Sol por 12 votos a 11 em uma eleição antecipada para o biênio 2027/2028. Posteriormente, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou o pleito por entender que a votação contrariou parâmetros estabelecidos pela Corte para a realização de eleições nas mesas legislativas.
Outro ponto de atrito foi a margem para remanejamento de recursos do orçamento municipal. Em junho, Flávia afirmou que o percentual disponível para fazer alterações sem autorização dos vereadores dificultava a administração e aumentava a dependência do Legislativo para viabilizar ações.
A tensão também chegou à Justiça. Em julho, uma decisão determinou que Wanderley adotasse providências para convocar uma sessão extraordinária e colocar em votação dois projetos encaminhados pela prefeita.
Diante desse histórico, Flávia aposta que uma nova composição da Mesa Diretora permita superar parte dos impasses e estabelecer uma relação mais próxima com os vereadores.
Fonte: Olhar Direto





