Após receber críticas por uma declaração contrária ao fim da escala 6×1 e por defender a negociação direta com o patrão com cargas horárias além do limite atualmente permitido, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) reafirmou seu posicionamento e declarou que não mudaria de opinião apenas por críticas. A nova declaração foi dada nesta terça-feira (13) em um evento de apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), realizado em Cuiabá.
“Eu nunca temi falar aquilo que eu acredito e fazer aquilo que eu acredito. Se eu me preocupasse com isso, Mato Grosso não estaria onde está hoje. Foi fazendo a coisa certa, dizendo as coisas corretas e obviamente respeitando o contraditório”, afirmou ele.
A declaração reforça um posicionamento apresentado um dia após ser eleito senador por Mato Grosso. Na ocasião, Mauro defendeu que o trabalhador brasileiro tenha mais liberdade para definir sua jornada e negociar com o patrão. Na fala, Mendes defende o modelo dos Estados Unidos e afirma que brasileiros “entram clandestinamente [nos EUA] para trabalhar 12, 14, 16 horas por dia”.
O episódio foi destaque em veículos de imprensa nacionais e alvo de críticas. Uma semana depois, Mauro reforça o posicionamento e afirma que não iria mudá-lo apenas por críticas. O ex-governador afirmou, ainda, que as opiniões defendidas por ele o levaram a ser governador duas vezes em Mato Grosso.
“Não é porque alguém é contra, alguém chia, alguém reclama que eu vou mudar as minhas opiniões. Vivemos numa democracia, cada um dá a sua opinião e vence a maioria. Então as ideias que eu defendi, as ações que eu fiz, me levaram à ampla aprovação três vezes em Mato Grosso”, afirmou ele.
As declarações ocorreram no contexto em que o Senado se preparava para votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que põe fim à jornada de trabalho com escala de seis dias de trabalho para um de descanso (escala 6×1) e define a escala 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso, além de diminuir a jornada semanal para 40 horas.
A PEC foi aprovada em dois turnos de votação realizados nesta quarta-feira (14), com a mesma votação em ambos: 75 votos favoráveis e apenas um contrário. A discussão do projeto durou mais de cinco horas e os senadores da base do governo e de oposição se declararam favoráveis, ainda que alguns apresentassem pedidos de futuras mudanças.
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Fonte: leiagora





