Cenário Agro • Mato Grosso

Justiça permite uso provisório do defensivo Engeo Pleno S na safra 2026/27

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2026

Produtores rurais de Mato Grosso poderão, provisoriamente, continuar adquirindo e utilizando o defensivo agrícola Engeo Pleno S, após uma decisão da Justiça Federal suspender o cancelamento do registro do produto determinado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A decisão foi tomada na terça-feira (6), em resposta a um pedido apresentado pela fabricante Syngenta, e suspende temporariamente os efeitos do Ato nº 59/2026, que havia determinado o cancelamento do registro do produto.

Com a decisão judicial, o registro do Engeo Pleno S volta a ter validade de forma provisória, permitindo a comercialização e utilização do produto na formulação atualmente registrada e aprovada pelos órgãos federais competentes.

A medida é de interesse direto dos produtores que já planejavam a compra de insumos para a safra 2026/27, especialmente aqueles que antecipam negociações para garantir produtos necessários ao manejo das lavouras.

Decisão sobre uso do defensivo ainda não é definitiva

Apesar da liberação provisória, a decisão não encerra a discussão sobre o registro do defensivo agrícola.

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) alerta que se trata de uma liminar e que o processo ainda poderá ter novos desdobramentos.

Pela decisão judicial, a Comissão Especial de Recursos Administrativos (CERDA), do Mapa, deverá reavaliar o pedido apresentado pela empresa dentro do prazo estabelecido pela Justiça.

A decisão também poderá ser questionada por meio de recurso.

Por enquanto, portanto, o produto permanece autorizado dentro das condições estabelecidas pelos órgãos reguladores.

Regras de uso continuam valendo

A suspensão provisória do cancelamento não altera as regras para utilização do Engeo Pleno S.

Segundo a Famato, permanecem obrigatórias as determinações previstas em bula, o receituário agronômico e as demais normas aplicáveis à comercialização e ao uso do defensivo agrícola.

Na prática, a decisão judicial restabelece provisoriamente a validade do registro, mas não representa uma autorização para utilização diferente daquela prevista na regulamentação do produto.

Decisão afeta planejamento da safra 2026/27

A suspensão temporária do cancelamento também tem impacto sobre o planejamento dos produtores rurais para a próxima safra.

A Famato destaca que é comum no setor que produtores antecipem o planejamento e a negociação de insumos agrícolas. Em muitos casos, a contratação ocorre meses antes da utilização efetiva do produto, enquanto faturamento e entrega são realizados próximos ao período de aplicação nas lavouras.

Por isso, uma alteração repentina na situação regulatória de um produto pode afetar contratos, planejamento de compras e estratégias de manejo.

Com a decisão da Justiça Federal, os produtores que já haviam planejado a aquisição do Engeo Pleno S passam a contar, neste momento, com a possibilidade de comercialização e utilização do produto dentro das condições atualmente registradas.

Famato acompanha processo junto ao setor

A Famato informou que acompanha o caso em articulação com entidades representativas do setor agropecuário, entre elas a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Instituto Pensar Agro (IPA).

A atuação busca acompanhar os desdobramentos da decisão e obter informações junto às instituições responsáveis pela regulamentação e análise do produto.

Enquanto o processo segue em tramitação, a orientação aos produtores é observar rigorosamente as condições estabelecidas na bula, manter o receituário agronômico e acompanhar eventuais novas decisões relacionadas ao registro do defensivo.

A situação poderá ser novamente analisada pelas autoridades responsáveis, já que a decisão judicial que suspendeu o cancelamento tem caráter provisório.

Fonte: cenariomt

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