Economia

Eco Invest: mais de R$ 50 bilhões captados em investimentos sustentáveis

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2026

O quinto leilão do Eco Invest Brasil homologou R$ 49,95 bilhões em propostas destinadas a investimentos verdes em seis cadeias produtivas relacionadas à inovação e à transformação ecológica. A rodada registrou demanda de R$ 181,3 bilhões apresentada por seis instituições financeiras.

O resultado foi homologado nesta quarta-feira (7) pelo Comitê Executivo do Eco Invest Brasil, formado por representantes dos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Os recursos serão destinados a fundos de inovação, crédito corporativo, pesquisa aplicada e iniciativas de empreendedorismo de base tecnológica.

Valores e setores contemplados

O leilão prevê R$ 49,95 bilhões em potencial de investimentos, apoiados por R$ 13,2 bilhões de capital público catalítico, mecanismo usado para mobilizar recursos adicionais. A previsão também inclui pelo menos R$ 250 milhões em doações no primeiro ano.

Participaram da disputa Banco do Brasil, Bradesco, Citibank, HSBC, Itaú e Santander. Ao final, quatro instituições foram selecionadas para estruturar fundos e operações: o Bradesco, com potencial de R$ 28,5 bilhões; o Itaú, com R$ 9,75 bilhões; o Santander, com R$ 6,5 bilhões; e o HSBC, com R$ 5,2 bilhões.

O Bradesco ficará associado a iniciativas de circularidade de resíduos minerais, fertilizantes verdes e química verde. O Itaú atuará com automação e inteligência artificial. O Santander concentrará operações em minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica, enquanto o HSBC trabalhará com combustíveis verdes avançados, biogás e biometano.

Entre as seis cadeias produtivas contempladas, a circularidade de resíduos minerais e industriais reúne potencial de R$ 11 bilhões. Fertilizantes verdes, bioinsumos e proteínas alternativas somam R$ 9 bilhões; biomateriais e química verde, R$ 8,5 bilhões; automação e inteligência artificial, R$ 9,75 bilhões; minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica, R$ 6,5 bilhões; e combustíveis verdes avançados, biogás e biometano, R$ 5,2 bilhões.

Dentro dessas áreas, a reciclagem e valorização de resíduos representam R$ 8,8 bilhões. Automação, robótica e manufatura inteligente concentram cerca de R$ 8,11 bilhões. Já biofertilizantes, bioinsumos e biodefensivos somam R$ 7,2 bilhões, enquanto baterias e sistemas de armazenamento de energia alcançam R$ 4,55 bilhões.

Capital público deve ampliar recursos privados

Dos R$ 13,2 bilhões de capital público catalítico previstos para a rodada, R$ 9 bilhões serão destinados aos fundos de inovação e R$ 4,2 bilhões ao crédito corporativo.

O mecanismo utiliza recursos públicos para reduzir riscos e estimular a participação de investidores privados. A estrutura de blended finance busca ampliar o volume disponível para projetos de transformação ecológica sem fazer do dinheiro público a principal fonte de rentabilidade das instituições financeiras.

A alavancagem global do leilão ficou em aproximadamente 3,8 vezes. Isso significa que cada R$ 1 de aporte do Tesouro deverá contribuir para mobilizar cerca de R$ 3,80 em recursos públicos e privados.

Além dos fundos e das linhas de crédito, os bancos selecionados deverão destinar recursos não reembolsáveis à pesquisa aplicada e ao empreendedorismo de base tecnológica. A previsão é de pelo menos R$ 250 milhões em doações no primeiro ano para universidades e instituições científicas, tecnológicas e de inovação.

A estratégia pretende aproximar empresas, instituições de pesquisa, startups e investidores, facilitando a transformação de tecnologias desenvolvidas em centros de pesquisa em soluções capazes de chegar à produção em escala. Os critérios também deram maior peso a propostas com participação de capital estrangeiro e a projetos realizados em parceria com universidades e instituições de pesquisa.

Programa se aproxima de R$ 200 bilhões

Criado no âmbito do Plano de Transformação Ecológica, o Eco Invest Brasil tem como objetivo atrair investimentos privados, inclusive estrangeiros, para projetos ligados à transição ecológica e ao desenvolvimento sustentável.

Nas quatro primeiras rodadas, o programa havia mobilizado mais de R$ 140 bilhões. Com os R$ 49,95 bilhões homologados no quinto leilão, o volume acumulado se aproxima de R$ 200 bilhões.

O governo considera o Eco Invest Brasil uma das principais plataformas de financiamento climático e desenvolvimento sustentável do país. O modelo combina recursos públicos, mecanismos de redução de riscos e investimentos privados de longo prazo para ampliar o financiamento de projetos relacionados à transformação ecológica.

Crédito: Agência Brasil.

Fonte: cenariomt

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