– Dois DJs apontados como integrantes de um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas foram condenados pela Justiça de Mato Grosso a cinco anos de prisão. Patrike Noro de Castro e Diego de Lima Datto estavam entre os alvos da Operação Datar, que investigou a movimentação de R$ 185,9 milhões em Cuiabá.
Também foram condenados Jackson Luiz Caye e Marco Antonio Santana, que receberam penas de quatro anos de reclusão, além do pagamento de 13 dias-multa.
A sentença foi proferida pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e publicada na última semana.
Apesar das condenações por lavagem de dinheiro, o magistrado absolveu os quatro réus da acusação de associação criminosa por falta de provas. Também revogou as prisões preventivas de Patrike e Marco Antonio.
No caso de Patrike, o juiz considerou o período em que ele permaneceu preso provisoriamente para estabelecer o regime inicial semiaberto. Diego e Marco Antonio já respondiam ao processo em liberdade.
O grupo foi alvo da Operação Datar, deflagrada pela Polícia Civil em agosto do ano passado para investigar um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas e responsável pela movimentação milionária de recursos no Estado.
Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), os acusados utilizavam diferentes mecanismos para ocultar a origem ilícita do dinheiro. Entre eles estavam o uso de “laranjas” e parentes sem capacidade financeira compatível, depósitos fracionados realizados em diferentes regiões do país e saques em espécie feitos por terceiros por meio de transferências via Pix.
A investigação também identificou a utilização da empresa M.A. Santana Utilidades Eireli, apontada como pertencente a Marco Antonio. Conforme a denúncia, a empresa movimentava valores expressivos sem comprovação de lastro econômico, funcionava em um endereço residencial e não possuía funcionários registrados.
Na sentença, o magistrado citou relatórios de movimentações financeiras produzidos durante as investigações e afirmou que o conjunto de provas demonstrou a origem e a circulação dos recursos.
O juiz também ressaltou que Diego e Patrike possuíam antecedentes criminais e considerou que as operações identificadas foram além da simples movimentação de valores provenientes de crimes anteriores.
“O conjunto de elementos evidencia que as operações ultrapassaram a simples movimentação do produto das infrações antecedentes e integraram mecanismo destinado a ocultar e dissimular sua origem, titularidade e movimentação, impondo-se, portanto, o juízo condenatório”, afirmou.
A sentença ainda determinou o perdimento definitivo de veículos e equipamentos eletrônicos em favor do Estado de Mato Grosso. Entre os bens estão um Honda Civic LXR, ano 2016, de Diego; uma Land Rover Evoque P240 HSE Dynamic, de Patrike; uma Sundown Web 100 e uma motocicleta JTA Suzuki GSX-R1000, de Jackson, além de aparelhos celulares.
Fonte: odocumento





