Uma sucuri-amarela de quase quatro metros de comprimento surpreendeu o guia de turismo Marcos Halem Félix (@birdscuiaba_birdwatching) durante uma passagem pela Rodovia Transpantaneira, em Poconé (MT). Depois de mais de 25 anos trabalhando no Pantanal, ele afirma que nunca havia encontrado um exemplar tão grande.
O flagrante aconteceu na sexta-feira (2). Marcos havia saído de Cuiabá em direção ao Pantanal quando encontrou o animal no km 16 da Transpantaneira, principal via de acesso ao bioma, em Mato Grosso.
“Com certeza, a maior que já avistei em toda a minha vida, depois de mais de 25 anos de profissão no Pantanal de Poconé”, contou.
As imagens mostram a sucuri entre a vegetação e a água às margens da rodovia. Segundo Marcos, o animal tinha quase quatro metros de comprimento.
O tamanho não foi a única coisa que chamou a atenção do guia. Essa foi a terceira sucuri-amarela encontrada por ele no Pantanal em apenas 15 dias. “Das três, sem dúvida, essa foi a maior”, afirmou.
Flagrante próximo a concentração de jacarés
Outro detalhe chamou a atenção durante o encontro. Segundo Marcos, a sucuri estava do lado oposto de um trecho conhecido por reunir uma grande quantidade de jacarés na Transpantaneira.
Apesar da proximidade, não houve relato de interação entre a serpente e os jacarés.
O flagrante também ocorreu em uma manhã nublada e com chuviscos, condição que surpreendeu Marcos. Segundo a experiência dele na região, as sucuris costumam ser vistas mais ativas nos períodos mais quentes do dia. Veja abaixo o vídeo:
Mesmo depois de mais de duas décadas trabalhando e acompanhando a fauna pantaneira, Marcos conta que o bioma ainda proporciona encontros capazes de surpreendê-lo.
“Depois de tantos anos vivendo e trabalhando no Pantanal, alguns encontros ainda conseguem nos surpreender. E esse, sem dúvida, foi um deles. Foi de tirar o fôlego”, relatou.
Marcos atua como guia de turismo e de vida selvagem e natureza, com trabalhos ligados à observação da fauna na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal.
Sucuri-amarela
A sucuri-amarela (Eunectes notaeus) ocorre no Pantanal e tem hábitos fortemente associados a ambientes aquáticos e alagados.
No caso do animal registrado na Transpantaneira, os quase quatro metros são uma estimativa feita pelo próprio guia, já que a serpente não foi capturada ou medida.
O registro foi feito por Marcos Halem Félix e compartilhado nas redes sociais, onde ele publica imagens de animais encontrados durante as atividades no Pantanal.
Fonte: primeirapagina





