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Descubra o encanto desconhecido de Huaraz, nas montanhas do Peru

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2026

Longe dos roteiros mais conhecidos do sul do Peru, onde estão Cusco e Machu Picchu, Huaraz é uma alternativa para quem quer explorar as montanhas do país sem enfrentar o movimento turístico dos destinos mais concorridos. Localizada no departamento de Áncash, a cidade fica cerca de 400 km ao norte de Lima, a mais de 3 mil metros acima do nível do mar.

Na região, o Parque Nacional Huascarán – uma Reserva da Biosfera e um Patrimônio da Humanidade desde 1985 – concentra a maior parte das atrações, com cerca de 600 glaciares, mais de 400 lagoas de origem glacial e 27 picos que superam os 6 mil metros de altitude. No topo, fica o próprio Huascarán, que, a 6.768 metros do nível do mar, é o ponto mais alto do Peru.

Lagoas, cânions e paisagens imperdíveis

Esse acumulado de belezas vizinha a Huaraz rende algumas possibilidades de contemplação da natureza e trekking em grande altitude. Os pontos mais famosos incluem as lagoas glaciais da Cordillera Blanca, com destaque para a Laguna 69, e aquelas que fazem parte do complexo de Llanganuco – as lagoas Chinancocha e Orconcocha – famosas pelas águas de intensa tonalidade turquesa.

A área de Llanganuco também é considerada o setor de acesso relativamente mais simples quando comparado a outros setores do Parque Nacional – estima-se que sete em cada dez visitantes do Huascarán acabam passando por lá. 

Picos nevados de montanhas iluminados pelo sol da manhã, com encostas rochosas em tons de rosa e roxo. Abaixo, vales escuros com pequenas luzes de casas e vegetação densa, sob um céu azul claro

Mesmo sendo uma região concorrida para os padrões locais, Huaraz é recomendada para quem gosta de trekking e prefere fugir das multidões. A relativa calmaria proporciona uma experiência bem diferente da encontrada em Cusco e, segundo os entusiastas, com paisagens que não ficam atrás das do famoso destino, 1,5 mil km ao sul.

O grande cânion da região é o del Pato, com túneis escavados na rocha pela erosão do rio Santa, que formam uma espécie de estrada estreita em meio aos precipícios. O trecho inteiro se estende por cerca de 40 km.

Lago de água azul-turquesa entre montanhas rochosas e íngremes, com nuvens baixas cobrindo os picos. Um pequeno barco azul com duas pessoas navega no centro do lago, sob um céu nublado que cria uma atmosfera serena

Para aficionados da arqueologia, outro ponto que merece um desvio de rota é o Museo Nacional Chavín, na localidade de Chavín de Huántar, a cerca de duas horas e meia de Huaraz. A região é tida como um centro religioso pré-incaico, ocupado entre 1200 a 500 a.C., cerca de 20 séculos antes da construção de Machu Picchu, com os principais achados formando parte da exibição local.

A melhor época para visitar costuma ser a estação seca, com dias ensolarados, entre abril e setembro.

Região também esconde perigos naturais

Tantas belezas em torno do Parque Nacional Huascarán também fazem com que a zona seja repleta de perigos: as famosas lagoas da cordilheira são do tipo glacial, o mesmo tipo de formação que causou as devastadoras inundações na fronteira do Nepal com a China em agosto de 2026.

Segundo autoridades peruanas, o país atualmente concentra 528 lagoas glaciais em alto risco de transbordamento – e a campeã dos perigos é a Parón, outra famosa paisagem da região vizinha a Huaraz, a 4,2 mil metros de altitude. Terremotos e o próprio aquecimento global podem colocar a região em risco, sobretudo com o derretimento de geleiras e desprendimento de rochas que ajudam a conter as águas – algo assim, aliás, já aconteceu em 1970, quando o Terremoto de Áncash produziu uma avalanche com 70 mil mortes.

Vista aérea de um lago de águas azul-turquesa e uma margem rochosa. Pessoas em caiaques e barcos azuis navegam no lago, enquanto outras estão na areia e entre as rochas, algumas sentadas, outras em pé. Uma sombra escura cobre parte da água e da margem esquerda

Por isso, quem viaja para essa parte do Peru também deve ficar atento aos alertas dos serviços responsáveis por monitorar os perigos no parque, como o Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado (Sernanp). Pontos com mais chance de algum problema em função das condições meteorológicas e sismológicas podem ficar fechados para turistas em determinados momentos do ano.

O acesso também só costuma ser feito mediante a contratação de empresas especializadas e autorizadas a operar nos parques nacionais.

Fonte: viagemeturismo

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