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Casa de Vidro em São Paulo celebra 75 anos com exposição especial

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2026

A Casa de Vidro de Lina Bo Bardi comemora 75 anos em 2026 e, para celebrar a data, recebe a exposição Janelas de Afeto e Memória. Até 5 de dezembro, quem visita a residência encontra uma série de objetos e fotografias que remontam à história do local, reconhecido como a primeira obra de Lina no Brasil.

A curadoria de Bruno Simões e a expografia de Giancarlo Latorraca deixam em evidência as transformações que a casa passou de 1952 até hoje. Os visitantes encontram nos espaços desenhos técnicos da arquiteta, um modelo inédito do esqueleto estrutural do edifício e exemplares do mobiliário projetado para a residência, com destaque para a cadeira Bowl, que também completa 75 anos. Uma seção dedicada à intimidade da família Bardi conta com cartas trocadas entre Lina e Pietro.

Há também uma área para as fotografias de dez autores com diferentes visões sobre a casa. São eles: Bob Wolfenson, Demian Jacob, Eduardo Ortega, Filippo Bamberghi, Fran Parente, Leonardo Finotti, Maíra Acayaba, Nelson Kon, Ruy Teixeira e Vincent Catala. As imagens são de épocas distintas e revelam como a residência de Lina foi interpretada ao longo das décadas.

Um homem idoso de camisa branca e calça cinza sentado em uma cadeira, com as mãos entrelaçadas, olha para uma mulher de cabelos longos e escuros, vestindo uma túnica marrom, que segura um objeto amarelo e cinza. Eles estão em uma sala iluminada por grandes janelas com cortinas claras, com um arranjo de flores vermelhas e brancas ao fundo e diversas esculturas sobre uma lareira de pedra cinza

Casa de Vidro: ícone moderno

Nascida em Roma, Lina Bo Bardi cresceu, se formou e fez carreira na Itália até o casamento com Pietro Maria Bardi em 1946, quando iniciou sua aventura rumo ao Brasil. O país era visto com grande potencial para as artes e um campo promissor para a arquitetura, por isso, o jornalista e empresário Assis Chateaubriand convidou o casal para auxiliar na fundação e gestão do Masp (Museu de Arte de São Paulo).

Os Bardi desembarcaram no Rio de Janeiro em outubro do mesmo ano, onde ficaram os primeiros meses. No ano seguinte, mudaram para São Paulo a fim de seguirem com o projeto do museu.

A Casa de Vidro foi concebida por Lina em 1949. Poucos meses depois, começaram os estudos de engenharia e a construção da residência, inaugurada em 1952. Primeira obra da arquiteta no Brasil, a casa foi também uma das primeiras construções do recém-loteado Jardim Morumbi, hoje bairro do Morumbi.

Casa modernista em preto e branco, suspensa por pilares finos, com fachada de vidro refletindo o céu. Abaixo, um gramado inclinado com árvores e, ao fundo, uma paisagem urbana com estradas sinuosas e vegetação.

A face icônica da casa é um volume repleto de vidro voltado para a paisagem. Nos anos iniciais, quando a vegetação da Mata Atlântica ainda crescia ao redor da residência, era possível observar o rio Pinheiros e parte da Avenida Paulista. O local funcionava como um mirante para a São Paulo que crescia.

Na sala principal, a família Bardi recebeu grandes nomes da cultura, como o pintor Alexander Calder, o compositor John Cage, o arquiteto Aldo van Eyck, o cineasta Glauber Rocha e o cantor Gilberto Gil.

Hoje, o espaço abriga o Instituto Bardi, inaugurado em 1990, dois anos antes do falecimento de Lina. A instituição preserva e promove o legado cultural da família, atende pesquisadores e realiza tours pela casa.

Serviço

Onde? Rua General Almério de Moura, 200 – Morumbi.

Quando? A exposição segue até 5 de dezembro. A Casa de Vidro é aberta de quinta a sábado, com visitas em horários das 10h às 15h30.

Quanto? As visitas são guiadas e devem ser agendadas previamente pelo site oficial. Os valores são R$ 29 a meia-entrada e R$ 58 a inteira.

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Fonte: viagemeturismo

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