Uma multidão tomou a Avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá, na noite desta segunda-feira (7) para acompanhar o tradicional desfile de 7 de Setembro. A estratégia de migrar a programação para o período noturno — adotada para fugir das altas temperaturas que castigam a capital mato-grossense — provou-se certeira: a via virou um caldeirão cívico tomado por famílias, estudantes e idosos.
O ato marcou também um momento de convergência entre o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, que dividiram o palanque oficial ao lado de parlamentares e secretários.
Admitindo surpresa com a adesão em massa, Abilio já projeta mudanças para as próximas edições:
“Muitas pessoas vêm aqui para reconstruir memórias familiares. Eu lembro de quando era pequeno e meu pai sempre me trazia. Passar o desfile para a noite fez com que pessoas que não vinham começassem a participar. Agora sabemos que precisamos preparar uma estrutura ainda melhor para o próximo ano”, pontuou o prefeito.
Já o governador Otaviano Pivetta usou o momento para contextualizar o significado do ato cívico diante do cenário nacional:
“A Independência do Brasil é um dia de comemorar, mas também de refletir sobre o tamanho da nossa independência hoje e sobre os desafios que o país enfrenta. É um dia para se pensar”, afirmou Pivetta.
Aprovação popular e resgate de memórias
Para quem encarou a calçada, a trégua no calor cuiabano foi o principal diferencial. A moradora do bairro Novo Horizonte, Bruna Françoise, aproveitou o clima ameno para levar os filhos e o esposo.
“O horário é essencial. A temperatura conta muito. O desfile é uma oportunidade de transmitir o significado da data e mostrar às crianças o sentimento de patriotismo”, destacou Bruna.
O clima agradável também encorajou moradores mais antigos, como Rosineide, de 68 anos, que relembrou a infância nos desfiles de bairro. Em tom similar, Jackeline Silveira, vinda de Nova Brasilândia, levou os filhos gêmeos de 3 anos para verem de perto a apresentação das bandas e fanfarras escolares.
Maratona na avenida e impacto econômico
Mais de 30 instituições cruzaram a Getúlio Vargas. O desfile cívico-militar abriu com o aparato das Forças Armadas (Marinha, Exército e Força Aérea) e das forças de segurança estaduais e federais (PRF, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Sejus), sob o comando do general de brigada Cláudio Gadelha Fernandes.
Em seguida, a pista foi tomada por estudantes de escolas municipais, estaduais e federais — incluindo o Liceu Cuiabano e o IFMT —, além de programas como o Siminina e o estreante Siminino. Grupos de escoteiros, desbravadores, motoclubes e lideranças comunitárias completaram o cortejo.
A estrutura ao longo do percurso contou com pontos de hidratação, distribuição de água e banheiros químicos, com atuação contínua da Limpurb na limpeza urbana. Além do simbolismo cívico, a concentração popular aqueceu o comércio ambulante na região central, que garantiu faturamento extra com a venda de lanches e adereços verde e amarelos.
Fonte: cenariomt





