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Campanha sorteará carro e moto para construir primeiro mosteiro de irmãs enclausuradas em MT

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2026

As Carmelitas Descalças de Cuiabá lançaram uma campanha para arrecadar recursos destinados à construção do mosteiro definitivo do Carmelo de São José, considerado o primeiro Carmelo de Mato Grosso. Atualmente, as religiosas vivem em uma casa provisória e buscam concluir a estrutura adequada à rotina de clausura e à vida contemplativa.

Batizada de Ação entre Amigos, a iniciativa pretende financiar uma etapa específica da obra: a aquisição do telhado do futuro mosteiro. Para incentivar as contribuições, serão sorteados cinco prêmios, entre eles um carro, uma motocicleta e um celular.

O sorteio será realizado no dia 10 de outubro, durante a 5ª Festa das Rosas, no Rincão da Canção Nova, em Várzea Grande.

O Carmelo é o nome dado ao mosteiro onde vivem religiosas da Ordem das Carmelitas Descalças, ramo da Igreja Católica dedicado principalmente à vida contemplativa. As carmelitas vivem em clausura e mantêm uma rotina voltada à oração, ao silêncio, ao trabalho e à vida comunitária.

Campanha para construção do Carmelo

A campanha disponibiliza cinco prêmios aos participantes. Entre eles estão um carro, uma motocicleta seminova, um celular, uma bicicleta e um kit com produtos carmelitas.

Segundo o Carmelo de São José, todo o recurso arrecadado será destinado ao projeto do mosteiro definitivo, especialmente à cobertura da construção.

Quem adquirir cinco bilhetes ou mais também receberá gratuitamente um exemplar do livro A Presença de Deus, de autoria carmelita. Os números podem ser adquiridos pelo endereço divulgado pelo Carmelo nas redes sociais ou por meio do QR Code disponível nas artes da campanha.

Irmã Joana da Cruz apresenta a campanha para ajudar na construção do mosteiro carmelita em Cuiabá. – Vídeo: Reprodução/Instagram

Primeiro Carmelo de Mato Grosso

A chegada das Carmelitas Descalças a Cuiabá começou a ser desenhada anos antes da mudança definitiva das religiosas para Mato Grosso.

A história teve início em 2016, após um sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá passar alguns dias no Carmelo do Imaculado Coração de Maria, em Cotia (SP). Durante as conversas com as religiosas, surgiu a informação de que a Arquidiocese de Cuiabá ainda não contava com uma comunidade religiosa dedicada exclusivamente à vida contemplativa.

A partir daquele contato, as monjas passaram a acompanhar espiritualmente a Igreja de Cuiabá e a rezar pelas atividades da arquidiocese.

Em 2018, o então arcebispo metropolitano de Cuiabá, Dom Milton Antônio dos Santos, retomou o projeto de instalar um mosteiro contemplativo na capital e enviou um pedido formal ao Carmelo de Cotia para a criação de uma comunidade no estado.

Antes da decisão, as religiosas realizaram visitas a Mato Grosso e avaliaram questões como a existência de novas vocações, assistência religiosa, possibilidade de manutenção financeira da comunidade e um espaço adequado para a construção do mosteiro.

O projeto foi aceito pelo Carmelo de Cotia em setembro de 2019.

Aprovação para instalação em Cuiabá

Por se tratar de um mosteiro contemplativo, a implantação também dependia de autorização da Santa Sé.

Inicialmente, o pedido não foi aprovado devido à avaliação de que a saída das religiosas poderia enfraquecer a comunidade de Cotia. O processo, porém, foi novamente analisado após uma solicitação feita por Dom Milton.

A autorização definitiva foi assinada em 13 de abril de 2021. Um mês depois, em 13 de maio, as religiosas chegaram a Cuiabá para iniciar oficialmente a comunidade do Carmelo de São José.

Desde então, as carmelitas mantêm uma rotina de oração, trabalhos para a própria subsistência e acompanhamento de pessoas que procuram a comunidade. Entre as atividades desenvolvidas estão a produção de artigos litúrgicos e outros trabalhos monásticos.

Enquanto o mosteiro definitivo não é concluído, as religiosas permanecem instaladas em uma residência provisória.

A campanha lançada neste ano busca justamente avançar mais uma etapa dessa mudança. A meta imediata é garantir a cobertura da futura construção, para que a comunidade possa deixar o imóvel provisório e ocupar uma estrutura planejada para a vida contemplativa das Carmelitas Descalças.

Fonte: primeirapagina

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