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Família cria espetáculo musical em Bonito a partir de herança artística

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2026

O talento que atravessou gerações dentro de uma família se transformou em espetáculo para quem esteve no Festival de Inverno de Bonito, que termina neste domingo (30), após cinco dias de programação cultural. Na Paróquia São Pedro Apóstolo, a família Maciel Porto deu aos visitantes a oportunidade de apreciar a música clássica.

Vídeo: Antonio Bispo

Ao Primeira Página, o casal André Porto e Sofia Maciel, que juntos foram o Duo Maciel Porto, destacou a emoção de, nesta edição do festival, poder subir ao palco com a família completa. Além deles, as três filhas, Clara Maciel Porto, Beatriz Maciel Porto e Mariana Maciel Porto, mostraram que a herança recebida dos pais já está sendo muito bem utilizada.

“As meninas desde cedo já estão inseridas na música. E esse ano a gente começou a incluir elas no nosso programa de concerto. A gente tocou, inclusive, no Rio de Janeiro, em Campo Grande, no meio do ano, e é a primeira vez que a gente vai ter essa formação em Bonito. A gente está muito feliz em poder tocar aqui e participar desse festival, que é maravilhoso”, afirmou André.

A apresentação foi acompanhada por dezenas de pessoas, que, por quase uma hora, apreciaram as músicas tocadas pelo casal, que desta vez homenageou o músico italiano Antônio Vivaldi.

Ao final, cada uma das filhas mostrou o talento herdado dos pais e, uma a uma, se apresentou ao lado deles, entre canções autorais, eruditas e infantis. Veja abaixo as apresentações.

Vídeo: Antonio Bispo

Trazer o passado ao presente

O maestro Eduardo Martinelli explicou que o projeto já faz parte do festival desde 2024 e serve como forma de democratização artística, uma vez que esse estilo musical não é apresentado com facilidade à população em grandes eventos.

“É uma música que o seu forte é ser feito ao vivo. É uma música onde a graça está, além de ouvir, mas ver também os intérpretes todos tocando. Então tem sido uma experiência muito bacana, muito incrível e acredito que uma ação muito acertada por parte da organização do festival”, frisou.

Quanto às apresentações serem em igrejas, a ideia vem daquilo que ocorria no passado, quando os templos religiosos cultuavam músicas clássicas.

“A gente vê em países mais antigos, onde a música clássica também é cultuada como música de concerto, ou música clássica cultuada com mais abundância, e é extremamente comum você ter os concertos acontecendo em igrejas, templos, sobretudo na Europa, é uma coisa muito comum. E houve uma época, um período, em que a música era quase que exclusivamente feita dentro das igrejas”, destacou.

Nesta edição do Festival de Inverno, o projeto Catedral Erudita trouxe à população três apresentações, que encantaram o público em geral.

Fonte: primeirapagina

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