A busca por respostas e o alívio da incerteza enfrentada por famílias que convivem com a ausência de entes queridos pautaram a abertura do 2º Simpósio Estadual sobre Pessoas Desaparecidas, realizado nesta quinta-feira (27), na Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá.
O encontro reuniu membros do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), delegados, peritos criminais e especialistas nacionais para alinhar estratégias de investigação, busca e identificação humana.
O simpósio foi organizado pelo Centro de Apoio Operacional (CAO) e pela Escola Institucional do MPMT (Ceaf), em parceria com a Polícia Judiciária Civil (PJC) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Ciência e acolhimento humano contra a dor da ausência
Durante as intervenções de abertura, os representantes das instituições destacaram que o enfrentamento ao desaparecimento exige ultrapassar a análise puramente estatística para focar no acolhimento social e na resposta célere aos familiares.
O procurador de Justiça Adriano Augusto Streicher de Souza ressaltou que a indefinição de um caso desestrutura laços familiares, demandando cooperação permanente entre os órgãos investigativos e a rede de proteção. Já o promotor José Mariano de Almeida Neto pontuou que o aprimoramento das ferramentas institucionais tem como finalidade principal oferecer respostas definitivas ou a possibilidade do encerramento de um ciclo de luto.
Do ponto de vista científico e operacional, os avanços do estado no setor foram destacados pelo diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan Teixeira, e pelo titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, delegado Caio Albuquerque. O uso de bancos de dados genéticos (DNA) e a integração entre a perícia e a PJC têm garantido a Mato Grosso destaque nacional no cruzamento de informações de cadáveres não identificados e pessoas procuradas.
Painéis técnicos e política nacional
A programação contou com palestra magna de Simone de Jesus, representante da Coordenação de Políticas sobre Pessoas Desaparecidas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP), que detalhou as diretrizes nacionais para a área.
O público acompanhou ainda a apresentação do Projeto Ampara — focado no suporte humanizado aos parentes de vítimas — e debateu, em mesa-redonda interinstitucional, os gargalos de integração de sistemas e as perspectivas para o aperfeiçoamento da busca ativa em Mato Grosso.
Fonte: cenariomt





