Mundo

Menina de 8 anos falece devido a infecção cerebral por ameba rara: entenda o caso

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026

Uma menina de 8 anos morreu nos Estados Unidos após ser diagnosticada com uma infecção extremamente rara provocada pela Naegleria fowleri, micro-organismo conhecido popularmente como “ameba comedora de cérebro”. O caso gerou grande repercussão e reacendeu alertas sobre os riscos associados à exposição a águas doces aquecidas contaminadas.

A vítima, identificada como Lilian Smart, faleceu no último domingo (23), apenas um dia após completar aniversário. Segundo relatos da família, a suspeita é de que a infecção tenha ocorrido após um mergulho em um lago da região onde vivia.

O que aconteceu?

De acordo com informações divulgadas pela família, Lilian foi internada em uma unidade de terapia intensiva no dia 15 de agosto após apresentar sintomas graves. Exames médicos confirmaram posteriormente a infecção pela Naegleria fowleri, uma ameba microscópica encontrada em ambientes de água doce aquecida.

Os médicos constataram que o parasita provocou uma inflamação severa no cérebro, condição conhecida como meningoencefalite amebiana primária (MAP). Apesar dos esforços da equipe médica, o quadro evoluiu rapidamente e causou danos irreversíveis.

Em uma mensagem divulgada nas redes sociais, os pais da menina lamentaram a perda da filha e agradeceram o apoio recebido durante o período de internação.

O que é a Naegleria fowleri?

A Naegleria fowleri é uma ameba de vida livre encontrada naturalmente em lagos, lagoas, rios de água doce e outras áreas de água morna.

Embora seja frequentemente chamada de “ameba comedora de cérebro”, o organismo não se alimenta literalmente do cérebro humano. O apelido surgiu porque, ao atingir o sistema nervoso central, provoca uma destruição intensa dos tecidos cerebrais causada pela inflamação.

A infecção é considerada extremamente rara, mas possui uma taxa de mortalidade muito elevada.

Como ocorre a contaminação?

A infecção acontece quando água contaminada entra pelo nariz. A partir daí, a ameba pode migrar pelos nervos olfatórios até alcançar o cérebro.

Especialistas destacam que:

  • A doença não é transmitida de pessoa para pessoa;
  • Não ocorre por ingestão de água contaminada;
  • O risco está relacionado à entrada da água pelo nariz durante mergulhos ou atividades aquáticas.

Casos costumam ser registrados principalmente durante períodos de temperaturas elevadas, quando lagos e reservatórios apresentam águas mais quentes.

Quais são os sintomas?

Os primeiros sinais geralmente aparecem poucos dias após a exposição e podem se assemelhar aos de outras infecções.

Entre os sintomas iniciais estão:

  • Dor de cabeça intensa;
  • Febre;
  • Náuseas;
  • Vômitos.

Com a evolução da doença, podem surgir:

  • Rigidez na nuca;
  • Sensibilidade à luz;
  • Alterações neurológicas;
  • Convulsões;
  • Confusão mental;
  • Coma.

A progressão costuma ser rápida, exigindo atendimento médico imediato diante de qualquer suspeita.

Casos são raros, mas exigem atenção

Autoridades de saúde reforçam que infecções por Naegleria fowleri são extremamente incomuns. Ainda assim, especialistas recomendam cuidados ao frequentar ambientes de água doce aquecida, especialmente durante períodos de calor intenso.

Entre as orientações estão evitar que a água entre pelo nariz durante mergulhos, utilizar equipamentos de proteção adequados em atividades aquáticas e seguir recomendações emitidas por órgãos de saúde locais.

A morte de Lilian Smart comoveu familiares, amigos e moradores da comunidade onde vivia, transformando uma rara doença em um tema de alerta para pais e responsáveis sobre os riscos presentes em ambientes aquáticos naturais.

Fonte: cenariomt

Sobre o autor

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.