A nova lista de maravilhas do mundo está a caminho após 20 anos da última seleção. O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) lançou neste mês a campanha que vai eleger as 7 Maravilhas Contemporâneas do Mundo, com participação aberta ao público até 7 de janeiro de 2027. Podem ser indicados monumentos construídos a partir de 1801 pelo site oficial do projeto, que anunciará o resultado em 7 de julho.
A iniciativa define uma maravilha como criações humanas que impactam as comunidades onde estão inseridas. A atração deve ter força em seu território, criar oportunidades e pode ser tanto popular quanto um marco ainda pouco conhecido.
Fundado em 1990, o WTTC é autoridade global nos setores de turismo e viagens, contribuindo com governos e instituições para impulsionar esses mercados. Entre seus membros estão figuras como Christopher J. Nassetta, CEO da Hilton; Jason Liberty, CEO da Royal Caribbean; e Pierfrancesco Vago, executivo do grupo MSC.
Como votar
Para selecionar uma maravilha, basta acessar o site oficial do grupo e escrever a que mais te encantou. A pesquisa está aberta às sugestões do público até o dia 7 de janeiro de 2027. Depois, um grupo de especialistas da WTTC deve divulgar a primeira lista com 70 colocados e, em 7 de abril, a seleção dos 30 finalistas.
A escolha dos vencedores levará em conta critérios como contribuição para o turismo, impacto econômico, valor para a comunidade e desenvolvimento do destino. Também serão consideradas a relevância cultural e arquitetônica de cada atração.
Maravilhas do passado
As 7 Maravilhas do Mundo Moderno foram anunciadas em 2007, após uma enquete global promovida pela New7Wonders – grupo sem relações com a WTTC. A iniciativa começou em 2001 com o cineasta suíço-canadense Bernard Webe, cujo objetivo era proteger a herança histórica global. Nessa seleção, estão o Cristo Redentor, Machu Picchu, Chichén Itzá, o Coliseu, a Grande Muralha da China, Petra e o Taj Mahal.
Há também as 7 Maravilhas do Mundo Antigo, uma seleção milenar cujas primeiras versões datam de 2 a.C. Sua construção vem de diversos viajantes gregos que, quando exploravam outras nações, faziam guias com as atrações mais notáveis em suas terras.
As listas mais conhecidas são do poeta Antípatro de Sidon e do matemático Filão de Bizâncio, mas há também Calímaco de Cirene e o historiador Heródoto. A versão que chegou até a atualidade é uma mistura dessas seleções, baseadas muitas das vezes na opinião pessoal dessas figuras de destaque. Quase todos no Mediterrâneo, os marcos são a Grande Pirâmide de Gizé, o Mausoléu de Halicarnasso, o Templo de Ártemis, a Estátua de Zeus, o Colosso de Rodes, o Farol de Alexandria e os Jardins Suspensos da Babilônia.
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Fonte: viagemeturismo





