Saúde

Febre Maculosa: 18 mortes causadas pela doença em São Paulo

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2026

O estado de São Paulo contabilizou 18 mortes por febre maculosa entre janeiro e julho deste ano. No mesmo período, foram confirmados 19 casos da doença, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP).

Os óbitos foram registrados principalmente nas regiões de Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo.

A febre maculosa é transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii. A doença pode atingir pessoas de qualquer idade e evoluir rapidamente para quadros graves quando o tratamento é iniciado tardiamente.

Quais são os sintomas da febre maculosa?

Os primeiros sinais da doença são pouco específicos e podem ser confundidos com dengue, viroses ou leptospirose. Entre os sintomas iniciais estão febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar.

A partir do terceiro dia, podem surgir manchas avermelhadas na pele, que posteriormente podem evoluir para pequenas lesões arroxeadas, especialmente nas mãos e nos pés. Esses sinais podem indicar o avanço da doença para uma fase mais grave.

Em estágios avançados, podem ocorrer complicações como gangrena nos dedos e nas orelhas. Também pode haver paralisia que começa nas pernas e avança em direção aos pulmões.

Diagnóstico precoce é fundamental

O infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca que o diagnóstico precoce é essencial para reduzir o risco de complicações graves.

Segundo o especialista, a mortalidade pode chegar a 80% quando o tratamento com antibióticos não é iniciado rapidamente. A infecção provoca uma inflamação nos vasos sanguíneos, com potencial para comprometer órgãos como rins, fígado e cérebro.

Por isso, pessoas que apresentarem febre depois de frequentar áreas de mata, florestas, fazendas ou trilhas ecológicas devem informar imediatamente esse histórico ao profissional de saúde.

Gorinchteyn ressalta que a confirmação laboratorial pode levar até duas semanas. Dessa forma, diante da combinação entre sintomas e histórico de exposição, o tratamento deve ser iniciado sem esperar o resultado dos exames.

Cães também exigem atenção

Os cães podem aumentar o risco de exposição dentro de casa ao entrar em áreas com vegetação e retornar com carrapatos presos ao corpo. O vetor pode chegar ao ambiente doméstico dessa maneira e permanecer em locais como camas e roupas.

Para reduzir o risco de infecção, a orientação é evitar áreas de mata e o contato com gramados e vegetação alta. Quando a visita a esses locais for necessária, recomenda-se usar calças compridas, botas e roupas claras, além de verificar o corpo e as roupas após o passeio.

Também é importante proteger os cães com coleiras e produtos repelentes específicos. A prevenção depende da atenção aos ambientes frequentados e da identificação rápida de carrapatos.

Como remover um carrapato

Caso um carrapato esteja aderido ao corpo, a orientação do Ministério da Saúde é retirá-lo com uma pinça, evitando apertá-lo ou esmagá-lo. O animal deve ser puxado com firmeza até a remoção completa. A mesma recomendação vale para os cães.

Depois da retirada, a área da picada deve ser higienizada com álcool ou com água e sabão. A remoção rápida do carrapato reduz o risco de transmissão da doença.

As roupas utilizadas durante a exposição também devem ser colocadas em água fervente, conforme a orientação apresentada.

Fonte: cenariomt

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