Em fevereiro de 2025, quando Moraes multou o X em R$ 8 milhões por se recusar a fornecer dados cadastrais de um perfil na rede social atribuído ao jornalista Allan dos Santos e determinou a remoção da conta, Segura fez um comentário na plataforma que foi respondido com emojis de apoio pelo dono do X, Elon Musk.
“Bloquear o acesso a informações e aplicar multas a empresas sediadas nos EUA por se recusarem a censurar pessoas que vivem nos Estados Unidos é incompatível com valores democráticos, incluindo a liberdade de expressão”, escreveu Segura.
Ele se graduou em contabilidade e estudos do Leste Asiático na Universidade de Notre Dame, no estado de Indiana.
Em 2014, Segura fundou sua primeira empresa, a Babyscripts, uma startup que desenvolveu um aplicativo para melhorar o atendimento a gestantes no pré-natal e pós-parto.
A empresa foi reconhecida no ranking CB Insights como uma das 150 corporações tecnológicas voltadas ao setor de saúde mais inovadoras do mundo. Segura também recebeu diversos prêmios, como de Jovem Empreendedor do Ano pela Câmara de Comércio Hispânica da Grande Washington e pela Câmara de Comércio do Distrito de Colúmbia, além de ter sido finalista do prêmio Empreendedor do Ano da Ernst & Young.
Na administração pública, Segura foi secretário de Comércio e Indústria do estado da Virgínia na gestão do governador republicano Glenn Youngkin (2022–2026).
De acordo com o Departamento de Estado, no seu período à frente da pasta, a Virgínia bateu recordes na atração de novos investimentos de capital, simplificou mais de 35% de todas as regulamentações estaduais e recuperou o título de melhor estado americano para se fazer negócios, concedido pela emissora CNBC.
Segura também foi candidato pelo Partido Republicano ao Senado Estadual da Virgínia em novembro de 2023. Na ocasião, foi derrotado pela democrata Russet Perry.
A nomeação de Segura para a divisão do Departamento de Estado que abrange assuntos relacionados ao Brasil ocorre em um momento de tensões renovadas entre o governo Lula e a gestão Trump.
Além de novas tarifas sobre produtos brasileiros, anunciadas em julho, Washington revogou no início de agosto o visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, devido à demora da gestão Lula em conceder o agrément ao indicado pelos EUA para a embaixada americana em Brasília, Daniel Perez, que teve sua nomeação aprovada posteriormente pelo Senado americano.
A medida de Washington foi também uma retaliação pelas recentes negativas de vistos a dois funcionários do governo dos EUA que viriam ao Brasil. O governo Lula alegou que ambos “planejavam visitar o país para colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro, em tentativa inaceitável de interferir no processo político nacional”, acusação negada pela gestão Trump.
Fonte: gazetadopovo





