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Descubra o interior da fábrica da Baden Baden em Campos do Jordão: uma visita exclusiva e surpreendente!

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2026

A Baden Baden é um dos símbolos de Campos do Jordão. A cervejaria artesanal nasceu por lá e, desde 2008, abre as portas de sua fábrica para os fãs do copo cheio. É possível conhecer o processo de produção e, ao final, degustar todos os rótulos da marca.

Para conferir os bastidores da cervejaria há duas opções: o tour comum e o harmonizado. O primeiro permite provar todas os rótulos da casa, enquanto o segundo garante petiscos para combinar com as bebidas. Eu fui de tour completo e conto agora os detalhes.

O espaço onde a “magia” acontece é o mesmo desde a fundação da marca, em 1999. A fábrica, hoje transformada, funcionou como serralheria por muitos anos. Foi lá que os amigos Aldo Bergamasco, Alberto Ferreira e Marcelo Moss se uniram ao restaurateur José Vasconcelos, dono da Choperia Baden Baden no tradicional bairro Capivari, para produzir cervejas artesanais.

Fachada de tijolos da cervejaria Baden Baden com letreiro dourado e preto, sob céu azul com nuvens. Pessoas sentadas em mesas de madeira ao ar livre, com guarda-sóis e um toldo transparente com luzes penduradas.

O negócio deu certo. A bebida feita com “água da montanha”, estratégia de marketing dos anos iniciais da marca, desceu a serra, conquistou São Paulo e logo estava em mercados de todo o Brasil.

Hoje a Baden Baden faz parte do portfólio do grupo Heineken, que adquiriu a cervejaria em 2017, e lança todos os anos no mercado rótulos inéditos. Para o inverno de 2026, o grupo trouxe uma cerveja com notas de café.

Por dentro da Baden Baden

Com meu ingresso em mãos, entrei por uma porta, abri passagem por uma cortina e caí em uma salinha com pufes. Seria só isso? Uma outra cortina no fundo da sala deixava entrever que poderia haver mais coisas do outro lado. A sala continha dois projetores, sentamos nos pufes e em seguida começou um vídeo contando a história da cerveja: dos primeiros registros na Mesopotâmia há cerca de 6 mil anos até a evolução dos métodos de produção desenvolvidos na Europa Central.

Ao fim, as luzes se acendem e as cortinas, como num teatro, se abrem. Atrás do vidro, surgem a fábrica, seus operários vestindo roupas brancas dos pés à cabeça e gigantescos tanques de metal. Do lado de cá, na sala dos pufes, nosso olhar foi direcionado para uma mesa grande onde tinham exemplares de cevada, malte e leveduras.

Duas pessoas sorridentes, uma mulher de avental preto e um homem de camisa branca, posam em uma sala de degustação com uma mesa de madeira e amostras de ingredientes. Ao fundo, através de uma parede de vidro, vê-se uma cervejaria com tanques de aço inoxidável e o logotipo B9 em dourado

Polly, a nossa guia, nos mostrou a produção por meio de uma parede interativa. Quando ela apertou botões no painel, projetores revelaram animações sobre um desenho simplificado da “linha de montagem” da cervejaria: na fermentação, a bebida aparece borbulhando em um tanque; na maturação, um contador mostra os dias em que o líquido descansa; até finalmente a cerveja chegar às garrafas. A guia chamou atenção para o penúltimo processo, quando a bebida ganha as notas de laranja, maracujá e até café enquanto matura.

Em mesas próximas, domos de aromas permitem sentir o perfil sensorial das cervejas. Os ingredientes que compõem as bebidas ficam sob cúpulas de vidro e, ao apertar um bulbo de borracha, o ar conduz os aromas concentrados até um pequeno funil metálico. Bastou eu aproximar o nariz para sentir as principais notas de cada rótulo.

Três garrafas de cerveja Baden Baden em cúpulas de vidro, com elementos decorativos como maracujá, chocolates e biscoitos, sobre um balcão de madeira rústica

Então chega o momento do gran finale. Uma porta se abre e leva para a sala de degustação e harmonização. O ambiente é como um bar: luzes baixas, cadeiras altas, uma longa bancada e mesas menores onde grupos de quatro se acomodam. Cada visitante recebe duas tábuas: uma com embutidos e outra com cinco copinhos de cerveja.

Confesso que não tinha expectativas. Cerveja sempre foi pretexto para o “sextou” com amigos, algo para se tomar em quantidade, servida em copo americano e lubrificando as risadas.

Na fábrica da Baden Baden, cada gole foi um ritual. Primeiro, provei a Crystal, uma Pilsen leve e clara, que harmonizou bem com queijo brie. A Golden me conquistou. Com sabor de canela, a bebida cai bem com doces e frutas. A IPA virou a favorita dos meus colegas de mesa. Com 6,4% de álcool e tom avermelhado, o rótulo casa bem com carnes.

Interior de uma cervejaria Baden Baden com balcão de madeira, torneiras de chope e prateleiras com garrafas. No fundo, pessoas conversam em mesas altas com bancos, sob iluminação quente e letreiros da marca na parede

Saímos até mais leves da sala. A cerveja fez sua magia e azeitou a socialização. O tour acaba na lojinha da Baden Baden. Há copos, moletons, bonés, utensílios e, claro, cervejas da marca para levar para casa. Para estender o passeio, há uma lanchonete e mesas na frente da fábrica onde é possível pedir cervejas, petiscos e lanches. A minha régua de fato subiu e o difícil mesmo vai ser voltar para o bom e velho litrão.

Serviço

Onde? Avenida Matheus Costa Pinto, 1653, na Vila Santa Cruz (a 2,5 km da entrada da cidade).

Quando? O tour com degustação ocorre todos os dias de hora em hora, das 10h às 15h. Já o tour com degustação harmonizada acontece todos os dias às 17h (às sextas-feiras e aos sábados também às 16h).

Quanto? R$ 90 o simples e R$150 com harmonização; ingressos pela plataforma Sympla.

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Fonte: viagemeturismo

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