A Tate Modern, de Londres, inaugurou em junho a exposição Frida Kahlo: The Making of an Icon (“Frida Kahlo: A Construção de um Ícone”). A mostra oferece ao público uma leitura ampla sobre as diferentes faces da artista mexicana e investiga como ela se tornou uma figura fundamental no imaginário da história da arte.
Antes mesmo da abertura oficial, no dia 25 de junho, a exposição já havia quebrado um recorde histórico para o museu: foram mais de 41 mil ingressos comprados em pré-venda. Com curadoria de Tobias Ostrander, Estrellita B. Brodsky e Beatriz García-Velasco, a mostra permanece em cartaz até 3 de janeiro de 2027.
A exposição ocupa o terceiro andar da Tate Modern e, curiosamente, divide o espaço com outra mostra que também vem recebendo reconhecimento do público e da crítica: A Second Life, de Tracey Emin, que dialoga com temáticas semelhantes, como corpo, dor e identidade.
A seguir, confira os principais detalhes de Frida Kahlo: The Making of an Icon.
As muitas Fridas
Frida Kahlo nasceu em 6 de julho de 1907, em Coyoacán, na Cidade do México. Cresceu na casa da família, que mais tarde ficaria conhecida como Casa Azul, hoje um dos lugares mais associados à história da artista.
Um dos acontecimentos mais decisivos de sua biografia ocorreu em setembro de 1925, quando Frida sofreu um grave acidente de ônibus. Durante o longo período de recuperação, ela começou a pintar como forma de se ocupar do tempo de repouso e enfrentar a sua dor.
Foi nesse contexto que o autorretrato passou a ocupar um lugar central em sua produção, como a artista resumiu na célebre frase: “Eu me pinto porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que melhor conheço”.
Ao longo de sua trajetória, a artista combinou o autorretrato com tradições artísticas mexicanas, elementos religiosos e uma série de vanguardas modernistas, como o surrealismo. Frida morreu em 1954, pouco depois de completar 47 anos, em sua Casa Azul, no México.
Destaques da exposição
Frida Kahlo: The Making of an Icon reúne mais de 30 obras da artista, além de roupas, joias, fotografias e outros objetos pessoais que ajudam a compor uma leitura ampliada sobre a vida e obra da artista. A exposição, assim, apresenta Frida em suas múltiplas identidades: a artista moderna, a intelectual, a companheira de Diego Rivera, a mulher marcada pela dor física e a ativista política.
Logo na entrada, o visitante encontra fotografias tiradas pelo pai de Frida, quando ela tinha cerca de 18 anos. Essas imagens foram produzidas poucos meses após o acidente de ônibus que mudaria sua vida e ajudaram a introduzir um dos temas que atravessa toda exposição: a relação entre corpo, trauma e o ato de criação artístico.
A mostra também percorre a evolução do estilo desenvolvido por Frida Kahlo em seus autorretratos. Um exemplo é a obra “Autorretrato con traje de terciopelo”, realizada em 1926, na qual se percebe a influência da arte europeia, especialmente do maneirismo italiano e da Art Nouveau. Já em “Autorretrato con el pelo suelto”, de 1947, a artista aparece com uma presença mais direta e inquietante. Entre os demais destaques estão “As Duas Fridas”, “The Heart” e” A Coluna Quebrada”.
Outro ponto importante da exposição é a tentativa de situar a obra de Frida em diálogo com pintores mexicanos modernos e contemporâneos, fortemente influenciados pela artista, como é o caso de Olga Costa, María Izquierdo e Manuel Rodríguez Lozano.
O Tate Modern abre todos os dias, com horários de 10h às 18h entre domingo e quinta-feira, e das 10h às 21h às sextas e sábados. A entrada na gratuita, mas para a exposição de Frida Kahlo custa £ 25 (compre com antecedência neste link). Confira outras informações da exposição no link.
Fonte: viagemeturismo





