Os casos de influenza A e B cresceram 74,95% em Cuiabá na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados constam no Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, divulgado nesta sexta-feira (31) pela Secretaria Municipal de Saúde.
Os número também apontam queda de 88,39% nas notificações de Covid-19 e mostra que crianças de até 6 anos concentram o maior número de casos de gripe na capital.
Entre as semanas epidemiológicas 1 e 29 de 2026, foram registrados 2.386 casos de influenza A e B. Desse total, 1.858 são de moradores de Cuiabá.
No mesmo período de 2025, haviam sido notificadas 1.062 ocorrências entre residentes da capital. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o aumento pode estar relacionado à maior circulação dos vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da oferta de exames neste ano.
Crianças e idosos são os grupos mais afetados
As crianças de 0 a 6 anos são o grupo mais afetado pela influenza. Até a 29ª semana epidemiológica, foram contabilizados 966 casos nessa faixa etária, seguidas pelas pessoas de 15 a 59 anos (673), crianças e adolescentes de 7 a 14 anos (572) e idosos com 60 anos ou mais (175).
Embora as crianças sejam o grupo com maior número de casos de gripe, os idosos seguem sendo os mais vulneráveis às formas graves da doença. O boletim mostra que 14 das 16 mortes por influenza entre moradores de Cuiabá ocorreram em pessoas com mais de 60 anos
Enquanto a gripe avança, a Covid-19 segue em queda na capital. As notificações passaram de 1.043 no mesmo período de 2025 para 121 neste ano, uma redução de 88,39%.
Dos 121 casos registrados em 2026, 96 são de moradores de Cuiabá. O boletim também classifica a taxa de mortalidade por Covid-19 no município como “muito baixa”.
Vacinação é necessária
Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina contra a influenza está disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. A imunização é destinada aos grupos prioritários, que incluem idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores.
A secretaria orienta ainda que pessoas com sintomas gripais mantenham os cuidados para evitar a transmissão dos vírus, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente e dificuldade para respirar.
Fonte: primeirapagina





