As praças de Cuiabá serão palco de teatro, música e dança neste fim de semana. O espetáculo “Floresta e as pedras pelo caminho” estreia nesta sexta-feira (3) e segue até domingo (5), com apresentações gratuitas nos bairros Parque Cuiabá, Pedra 90 e Jardim Vitória.
Com classificação livre, a montagem reúne palhaçaria, música ao vivo, dança, cantos e ritmos inspirados na cultura popular brasileira. A protagonista é a palhaça Floresta, personagem criada pela atriz Ana Carolina de Mello.
O espetáculo é resultado da parceria entre Ana Carolina e a atriz e pesquisadora Antônia Vilarinho, referência nacional na linguagem da palhaçaria. A montagem começou a ser desenvolvida em abril, durante uma residência artística realizada em Cuiabá.
Segundo Antônia, a proposta celebra a alegria, a música e a relação com as manifestações culturais brasileiras.
“É uma obra de música, de dança, de alegria. O riso é reza, alegria é o fundamento ancestral. A Ana traz muito dessa relação com a cultura popular, com o maracatu e o slam, além da relação com a natureza, com o sentimento de pertencimento à terra, à música e à dança”, afirma.
Além da atuação de Ana Carolina, o espetáculo conta com música executada ao vivo pelas sonoplastas Mariana Borealis e Lívia Freire. O repertório inclui canções autorais, músicas populares e ritmos como maracatu, forró e samba, que acompanham toda a narrativa.
A atriz explica que a construção da personagem também representou um processo de transformação pessoal. “A pedra no caminho da Floresta foi aprender a confiar, escutar o próprio corpo, driblar o cansaço e descobrir uma nova forma de comunicar por meio da palhaça”, conta.
A expectativa é que o público participe da experiência de forma próxima, característica das apresentações realizadas em espaços públicos.
Do palco para a pesquisa
Além dos palcos, o processo de criação também fará parte da pesquisa acadêmica de Ana Carolina de Mello, que cursa mestrado no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Segundo a artista, a experiência dará origem ao último capítulo de sua dissertação, que investiga a presença da palhaçaria na cultura afro-ameríndia e os processos criativos ligados à cultura brasileira.
Fonte: primeirapagina





