Em meio às críticas ao empréstimo de R$ 1,5 bilhão para habitação perto do fim do mandato, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que Mato Grosso deve viabilizar 18 mil casas populares ainda em 2026. Segundo ele, a projeção é fechar cerca de 1.500 unidades por mês e cumprir o plano de 60 mil moradias em até quatro anos.
“O João Henrique, da Caixa Econômica, estava me falando agora que foram 15 contratos já neste mês de junho que nós estamos encerrando. E, projetando 1.500 por mês, nós vamos ter 18 mil no corrente ano, neste ano de 2026”, afirmou Pivetta.
A fala ocorre após adversários questionarem o momento escolhido pelo governo para enviar à Assembleia Legislativa o projeto de empréstimo bilionário. Jayme Campos (União) chamou promessas de casas e hospitais de “171”. Wellington Fagundes (PL) criticou a contratação de dívida no fim da gestão e cobrou explicações sobre a destinação do Fethab. Natasha Slhessarenko (PSD) tem acusado o governo de fazer propaganda enquanto problemas estruturais seguem sem solução.
Sem citar os adversários nominalmente, Pivetta defendeu que o programa já está em execução e disse que o Estado tem pressa para atender famílias sem moradia própria.
“O nosso plano de 60 mil casas pode ser feito em três anos e meio a quatro anos. Nós temos pressa, assim como a população que ainda não tem o seu teto, a sua casa. A população tem pressa para sair do aluguel e ter uma casa própria, com uma prestação que caiba no bolso do trabalhador, da mulher trabalhadora”, disse.
O governador afirmou que o modelo depende de uma composição entre Governo do Estado, Caixa Econômica Federal e Governo Federal. A participação estadual será feita por meio de subsídio de até R$ 35 mil para ajudar as famílias na entrada do financiamento.
“A Caixa Econômica tem interesse, o Governo Federal tem interesse em desenvolver o programa, e nós de Mato Grosso vamos fazer a nossa parte para viabilizá-lo, através do subsídio do Estado de até R$ 35 mil”, afirmou.
Segundo Pivetta, o subsídio reduz o valor da prestação e amplia o acesso das famílias ao financiamento habitacional.
“Isso dá condições para que quem não conseguiu fazer até hoje, consiga. Baixa bastante o valor da prestação e melhora a capacidade da entrada, pois muitos não têm esse valor para dar de entrada. Então, o Governo do Estado entra ajudando na entrada e viabilizando a oportunidade para bastante gente que não poderia”, declarou.
Fonte: Olhar Direto





