Os estudantes que ingressarem nos cursos de medicina a partir de agora terão de ser aprovados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) para obter o registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). A medida foi estabelecida pela Medida Provisória 1.370/2026, publicada pelo governo federal.
Com a mudança, a aprovação no exame passa a ser requisito obrigatório para o exercício da profissão. Os candidatos que não alcançarem a nota necessária poderão refazer a prova em edições futuras, previstas para ocorrer semestralmente.
Criado em 2025, o Enamed já era utilizado para avaliar a qualidade da formação dos estudantes e dos cursos de medicina. Atualmente, a prova é aplicada aos alunos do sexto ano da graduação. A medida provisória também mantém a realização do exame para estudantes do quarto ano, mas apenas com caráter diagnóstico e de acompanhamento da qualidade do ensino.
Segundo o governo federal, a nova exigência busca garantir que apenas profissionais com formação adequada ingressem no mercado de trabalho e reforçar a qualidade da assistência prestada à população.
Expansão dos cursos motivou mudança
Na justificativa da medida, o governo destaca a rápida expansão das vagas em cursos de medicina nos últimos anos, principalmente em instituições privadas. O texto também menciona que parte desse crescimento ocorreu por meio de decisões judiciais.
Dados do primeiro Enamed mostram que, em 2025, 67% dos 39.258 estudantes concluintes avaliados alcançaram desempenho considerado proficiente. Os resultados mais baixos foram registrados em instituições municipais e privadas com fins lucrativos.
Médicos terão que passar em exame para obter CRM
Aprovação no Enamed será obrigatória para estudantes que ingressarem no curso de medicina.
Segundo o governo federal, a medida busca evitar que profissionais sem a formação adequada ingressem no mercado de trabalho.
.card-medicina{ max-width:900px; margin:auto; padding:50px; border-radius:24px; background:linear-gradient(135deg,#0b4f6c,#145374); color:#fff; font-family:Arial, Helvetica, sans-serif; box-sizing:border-box; } .selo{ display:inline-block; background:#fff; color:#145374; font-weight:700; padding:8px 16px; border-radius:30px; margin-bottom:20px; } .card-medicina h1{ font-size:clamp(34px,5vw,62px); line-height:1.05; margin:0 0 20px; font-weight:900; } .subtitulo{ font-size:clamp(18px,2.5vw,28px); line-height:1.4; margin-bottom:30px; } .motivo{ background:rgba(255,255,255,.12); border-left:6px solid #fff; padding:22px; border-radius:12px; margin-bottom:30px; } .motivo span{ display:block; font-weight:800; font-size:15px; letter-spacing:1px; margin-bottom:10px; } .motivo p{ margin:0; font-size:22px; line-height:1.4; font-weight:600; } .destaque{ display:flex; gap:15px; align-items:center; margin-bottom:25px; } .destaque strong{ font-size:60px; font-weight:900; } .destaque span{ font-size:20px; line-height:1.3; } .fonte{ border-top:1px solid rgba(255,255,255,.3); padding-top:15px; font-size:14px; opacity:.8; } @media(max-width:600px){ .card-medicina{ padding:28px; } .motivo p{ font-size:18px; } .destaque{ flex-direction:column; align-items:flex-start; } .destaque strong{ font-size:48px; } }
Mudança também afeta médicos formados no exterior
A medida provisória prevê ainda que o Enamed substitua a etapa teórica do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida), exigido para médicos formados fora do país que desejam atuar no Brasil.
A alteração, no entanto, não afeta os profissionais que já tenham sido aprovados na primeira fase do Revalida.
Cursos poderão ser supervisionados
O texto também cria o Sistema Nacional de Avaliação da Residência Médica, voltado ao acompanhamento e aprimoramento dos programas de especialização médica.
Além disso, cursos de medicina com desempenho considerado insatisfatório poderão ser submetidos à supervisão do Ministério da Educação (MEC). Entre as medidas previstas na legislação estão a redução do número de vagas e a suspensão da oferta de novos vestibulares.
A proposta ainda proíbe a divulgação pública das notas dos estudantes. No entanto, a pontuação obtida pelos alunos do sexto ano será registrada no histórico escolar.
A medida provisória já está em vigor, mas ainda precisará ser analisada pelo Congresso Nacional. Deputados e senadores terão até 120 dias para aprovar, rejeitar ou alterar o texto.
Fonte: primeirapagina





