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Sinop recebe VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais: foco em sustentabilidade e turismo

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2026

Sinop consolida-se nesta semana como o epicentro do debate científico sobre a preservação e o desenvolvimento da Amazônia Legal. Teve início na noite desta quarta-feira (10 de junho de 2026) o VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA). O evento, que se estenderá até o sábado (13), é realizado de forma simultânea no Centro de Eventos Dante Martins de Oliveira e nos campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Sob o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o fórum de vanguarda é organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCAM) e pelo Núcleo de Estudos da Biodiversidade da Amazônia Mato-Grossense (NEBAM) da UFMT, contando com o suporte institucional da Prefeitura de Sinop.

O fluxo de pesquisadores, docentes e universitários de diversos estados brasileiros gera um impacto financeiro imediato no município, aquecendo as taxas de ocupação da rede hoteleira, o setor de transportes urbanos e a gastronomia local.

A diretora de Turismo de Sinop, Leidiane Viegas, ressaltou o papel estratégico do encontro para captar novos investimentos:

“O turismo de negócios e eventos é um importante impulsionador de desenvolvimento para Sinop. Quando recebemos pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas regiões do país, toda uma cadeia produtiva é beneficiada. Além disso, esses visitantes conhecem a nossa cidade, a infraestrutura e o potencial econômico, ampliando oportunidades para investimentos.”

Destaques do cronograma científico

O simpósio estrutura uma extensa e rigorosa grade acadêmica, dividida em eixos temáticos diários:

  • Quarta-feira (10/06) — Abertura e Desigualdades: A noite de abertura contou com a palestra magna do Dr. Henrique dos Santos Pereira, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), que discursou sobre a aplicação da Agenda 2030 e as assimetrias socioeconômicas intrarregionais nos municípios que compõem a Amazônia Legal.

  • Quinta-feira (11/06) — Nanotecnologia, Saúde e Clima: Os debates do segundo dia abordam a nanotecnologia aplicada à biodiversidade (Dra. Stela Regina Ferrarini – UFMT) e os desafios epidemiológicos envolvendo arbovírus na região (Dra. Roberta Vieira de Morais Bronzoni – UFMT). O monitoramento da qualidade do ar será detalhado pelo Dr. Filipe Viegas de Arruda (IPAM), seguido pela mesa-redonda “Biomas sem Fronteiras”, com especialistas da UFMS, UFMG e do Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal (INPP).

  • Sexta-feira (12/06) — Agronegócio e Tecnologias Geoespaciais: O foco migra para o uso de drones e ferramentas de sensoriamento remoto no monitoramento de florestas (Dra. Mônica Aparecida Cupertino Eisenlohr – ICV) e projetos de restauração florestal (Dr. Geraldo Wilson Afonso Fernandes – UFMG). O Dr. Ben Hur Marimon Júnior (UNEMAT) conduzirá a discussão sobre os impactos das mudanças climáticas na produção agropecuária na faixa de transição Amazônia-Cerrado. O dia encerra com a mesa-redonda “Agronegócio e Sustentabilidade”, debatendo o balanço de carbono no solo e culturas bioenergéticas.

  • Sábado (13/06) — Ciência Cidadã, Ecoturismo e Povos Originários: O encerramento do SIMAMCA prioriza a inclusão social e a preservação cultural. Serão ministrados painéis sobre turismo sustentável, observação de aves e justiça socioambiental. O debate reunirá lideranças indígenas, pesquisadores da UFOPA/SAPOPEMA, representantes do CNPq e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para alinhar a proteção de territórios tradicionais com a conservação ecológica.

Durante os quatro dias de simpósio, a Prefeitura de Sinop mantém um pavilhão institucional no Centro de Eventos para apresentar indicadores econômicos, logísticos e turísticos da região a investidores e delegações acadêmicas de fora do estado.

Fonte: cenariomt

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