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Mergulhador herói da Tailândia explora caverna em MT após resgate emocionante

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O britânico Rick Stanton, um dos mergulhadores responsáveis pelo resgate de 12 jovens jogadores e seu treinador presos em uma caverna na Tailândia em 2018, participou de uma expedição científica em Mato Grosso para explorar a Dolina Pai João, uma das maiores cavernas submersas do Brasil, localizada no Parque Estadual Gruta da Lagoa Azul, em Nobres, a 123 quilômetros de Cuiabá.

O Global Underwater Explorers (GUE Brasil) divulgou detalheres da nova etapa das atividades de exploração, pesquisa e documentação entre os dias 31 de maio e 8 de junho. Stanton integrou a equipe ao lado dos exploradores Sérgio Rhein Schirato e Jarrod Jablonski, diretor global da GUE Brasil, referência internacional em mergulho técnico.

Segundo a organização, o britânico contribuiu na montagem de um habitat de descompressão desenvolvido especialmente para a expedição. A estrutura foi projetada pelo mergulhador e pesquisador Lucio Engler para aumentar a segurança das operações realizadas em grandes profundidades.

Durante os trabalhos, a equipe avaliou novas áreas da caverna, realizou estudos de fluxo de água com corantes, ampliou a documentação do sistema subterrâneo, revisou protocolos de emergência e promoveu atividades de divulgação científica. O principal resultado da expedição foi a descoberta e documentação de aproximadamente mil metros adicionais de passagens submersas.

Com o novo levantamento, a Dolina Pai João passou a ter mais de 2,2 quilômetros de túneis explorados. De acordo com os pesquisadores, a profundidade média do sistema é de cerca de 110 metros, com diversos trechos ultrapassando 125 metros.

Os exploradores destacam ainda as dimensões incomuns da caverna. Em um dos pontos mapeados, a passagem alcança 105 metros de largura, enquanto teto e fundo não podem ser observados simultaneamente devido à dimensão do ambiente. Em áreas mais profundas, a visibilidade estava reduzida em comparação às expedições anteriores.

A operação contou com apoio logístico e de segurança do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. Uma câmara hiperbárica também permaneceu disponível durante toda a expedição para atendimento emergencial, embora não tenha sido necessária. Segundo o grupo, mais de 100 horas de mergulho foram realizadas sem qualquer incidente.

Os dados coletados continuam sendo analisados por equipes de geologia e hidrogeologia. A expectativa é que as informações contribuam para a compreensão dos sistemas subterrâneos de água em uma das principais regiões produtoras do agronegócio brasileiro.

Fonte: Olhar Direto

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