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Prisão de acusada de mandar matar advogado suspensa pela Justiça: falta de risco evidenciada

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2026

– O desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, suspendeu neste domingo (14) o mandado de prisão preventiva contra Elenice Ballarotti Laurindo, denunciada pelo Ministério Público Estadual por suposto envolvimento na morte do advogado Roberto Zampieri. A decisão foi proferida em caráter liminar durante a análise de um habeas corpus apresentado pela defesa.

Ao conceder a medida, o magistrado entendeu que não foram apresentados elementos atuais que justificassem a prisão cautelar. Segundo ele, Elenice permaneceu em liberdade durante toda a fase de investigação sem que houvesse registro de tentativa de fuga, intimidação de testemunhas, destruição de provas ou qualquer outra conduta que pudesse comprometer a apuração do caso.

Na decisão, Giraldelli afirmou que, em uma análise preliminar dos autos, não verificou fatos recentes que demonstrem risco concreto à instrução processual ou à aplicação da lei penal. O desembargador também destacou a ausência de indícios de reiteração criminosa ou de interferência nas investigações.

Outro aspecto citado foi a conclusão da Polícia Civil de Mato Grosso ao final do inquérito. Conforme o relatório policial, não foram encontrados elementos suficientes para o indiciamento de Elenice. Os investigadores atribuíram ao marido dela, Aníbal Manoel Laurindo, o controle das movimentações financeiras e das linhas telefônicas analisadas durante as apurações.

A defesa sustentou ainda que Elenice não foi alvo de pedido de prisão nem das medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Sisamnes. Para os advogados, o fato demonstra que, mesmo diante do conjunto probatório analisado por autoridades federais, não foram identificados motivos para restringir sua liberdade.

Com a liminar, a ordem de prisão expedida pela juíza Mônica Catarina Perri fica suspensa até o julgamento definitivo do habeas corpus ou nova deliberação do Tribunal de Justiça.

Procurado pela reportagem, o advogado Huendel Rolim afirmou que não irá se manifestar sobre o caso devido ao sigilo imposto pelo STF. A prisão havia sido decretada na sexta-feira (12), quando a magistrada recebeu a denúncia do Ministério Público e tornou Elenice e outras oito pessoas rés na ação penal que apura o assassinato de Roberto Zampieri.

Fonte: odocumento

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