O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura foi palco para o 1º dia do DFB Festival 2026 nesta terça-feira (9), reunindo moda autoral, música, economia criativa e a valorização de novos talentos em uma programação que ocupou diferentes espaços do complexo cultural. Integrando as comemorações pelos 300 anos de Fortaleza, o evento deu início a uma intensa agenda de desfiles e experiências que segue até sexta-feira (12), reforçando assim o protagonismo da capital cearense no cenário da moda brasileira.
O momento inaugural contou com a presença de autoridades e representantes de instituições parceiras, entre eles a vice-prefeita Gabriela Aguiar, o secretário do Turismo do Ceará, Gustavo Montenegro, a secretária da Cultura do Ceará, Gecíola Fonseca, a secretária do Turismo de Fortaleza, Denise Carrá, a coordenadora de Comunicação da Enel Ceará, Patrícia Varela, e a superintendente do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, Camila Rodrigues.
Logo após a cerimônia de abertura, a passarela recebeu coleções que traduziram diferentes olhares sobre a identidade brasileira, a sustentabilidade e a moda contemporânea. Continue lendo a fim de saber mais!
Concurso dos Novos
Tradicional vitrine para novos talentos, o Concurso dos Novos reuniu coleções-cápsula desenvolvidas por estudantes de oito instituições de ensino superior e técnico selecionadas em diferentes regiões do país. No 1º dia de apresentações, a diversidade de linguagens criativas chamou a atenção do público.
A UniAteneu apostou em peças com macramê, franjas e uma cartela de tons terrosos, enquanto a UCS explorou detalhes em crochê combinados a roupas em marrom, azul e amarelo-mostarda. Já a UDESC surpreendeu ao unir materiais como látex e vinil a técnicas artesanais, criando então um diálogo entre inovação e tradição. Por fim, a UFCA apresentou uma proposta vibrante, combinando crochê e jeans em produções marcadas pelo uso de cores primárias.
100% CeArt

Com a coleção “Do Sagrado ao Encanto”, o projeto 100% CeArt levou à passarela roupas e acessórios produzidos por artesãos cearenses utilizando diferentes técnicas tradicionais. Rendas, trançados, joias artesanais e peças confeccionadas em couro de tilápia apareceram em criações que evidenciaram a diversidade cultural do estado.
Ainda mais, o desfile buscou traduzir símbolos, costumes e expressões presentes no cotidiano do povo cearense. Texturas elaboradas, bordados minuciosos e tramas artesanais deram forma a uma narrativa visual que celebrou a identidade local por meio da moda.
Almir França

A sustentabilidade foi o eixo central da coleção apresentada por Almir França. O estilista deu continuidade à pesquisa voltada para o reaproveitamento de resíduos têxteis, transformando materiais descartados em peças carregadas de significado.
Redes de pesca e uniformes inutilizados ganharam nova vida por meio de bordados, aplicações de renda e intervenções artesanais. A predominância dos tons de verde reforçou a mensagem da coleção, associando a estética dos “guerreiros dos corpos” à luta pela preservação ambiental e ao consumo mais consciente.
Casa Aika

A label cearense marcou sua estreia nas passarelas do Dragão Fashion Brasil com a coleção “Bença”, apresentada como uma celebração dos seis anos de trajetória autoral da etiqueta fundada pelo designer Marcos Maciel.
Em um desfile carregado de emoção e simbolismo, a coleção funcionou como um manifesto poético sobre o feminino, homenageando as mulheres que ajudaram a construir o repertório afetivo, criativo e estético da marca. A ancestralidade esteve presente em diversos elementos do styling, enquanto as roupas em tons neutros abriram espaço para acessórios marcantes, como maxi colares, braceletes e cintos de grandes proporções.
Mancuda

A Mancuda trouxe para o 1 º dia do DFB Festival 2026 a coleção “FAVELAWEAR”, uma proposta que amplia a discussão sobre a moda produzida nas periferias de Fortaleza e suas múltiplas referências culturais.
A inspiração urbana apareceu em peças esportivas, modelagens com comprimentos mini e acessórios como bonés. Ao mesmo tempo, a coleção surpreendeu ao incorporar texturas densas e materiais de maior peso, criando um contraste interessante com a leveza geralmente associada ao clima nordestino. Como resultado, tivemos uma leitura contemporânea da moda periférica, conectando passado, presente e projeções de futuro.
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David Lee

Encerrando a programação do primeiro dia, David Lee apresentou a coleção “OFERTÓRIO_”, uma interpretação sofisticada e atualizada das referências nordestinas. Em vez de recorrer a imagens já cristalizadas do sertão, o estilista propôs uma visão urbana, plural e cheia de contrastes.
Foi um desfile de contrastes: tons neutros apareceram ao lado de cores vibrantes, tecidos lisos dividiram espaço com estampas florais e a leveza do crochê harmonizou com a força do couro.
Fonte: fashionbubbles







