Os pequenos podem brincar à vontade na nova exposição da Pina Contemporânea. Em cartaz até 18 de outubro, a mostra Para crianças: experiências com a arte desde 1968 reúne 11 artistas de diferentes países em instalações, vídeos, esculturas e experiências participativas. Concebida em parceria com o museu Haus der Kunst, de Munique, a exposição estreou na Alemanha em 2025 e chega agora a São Paulo.
A mostra tem como ponto de partida os anos 1960, período em que os movimentos de contracultura passaram a enxergar as crianças como símbolos de liberdade e transformação social. É desse contexto que surge Divisor (1967/68), de Lygia Pape, a obra mais antiga em exposição: um vídeo apresenta a performance em que dezenas de crianças caminham juntas sob um enorme tecido branco perfurado por aberturas para a cabeça, ação que transformou o público em parte da própria peça.
Brincadeira de criança
Logo na entrada, o artista japonês Ei Arakawa-Nash quebra uma das regras mais tradicionais dos museus. Em Mega Please Draw Freely (2025), os visitantes são convidados a desenhar livremente no chão da galeria, transformando o espaço expositivo em uma grande superfície de criação.
A participação do povo também está no centro de The Cubic Structural Evolution Project (2004), de Olafur Eliasson. A instalação reúne meia tonelada de peças de Lego branco que podem ser montadas e remontadas pelos visitantes ao longo da exposição.
Para os pequenos, a brasileira Graziela Kunsch criou Caixa de areia (2026), um ambiente voltado para crianças de 15 meses a 5 anos. Inspirada em experiências educacionais progressistas do século 20, a obra estimula a brincadeira livre com a areia e a exploração do espaço.
Já o indonésio Agus Nur Amal PMTOH utiliza brinquedos para abordar os desastres climáticos. Em Goodness and Disaster (2025), um “tsunami” formado por brinquedos ocupa a instalação, além de duas bicicletas que, quando acionadas pelo público, transformam o espaço.
O medo também ganha forma na mostra. A brasileira Rivane Neuenschwander reuniu relatos de crianças sobre seus maiores temores e os transformou em desenhos. Depois, em parceria com o designer Guto Carvalhoneto, essas ilustrações viraram vestimentas que ocupam o espaço expositivo.
A franco-marroquina Yto Barrada propõe uma reflexão sobre colonialismo e memória. Sua obra recria o nome do general francês Hubert Lyautey com blocos que podem ser desmontados e reorganizados pelos visitantes, criando novas estruturas.
A seleção de obras inclui ainda vídeos do alemão Harun Farocki (1944-2014) e da cubana Ana Mendieta (1948-1985), uma animação da americana Rachel Rose e uma escultura do brasileiro Ernesto Neto.
Cuidados antes de brincar
Como muitas obras convidam à participação do público, crianças devem permanecer acompanhadas por um responsável durante toda a visita. A orientação é que os adultos estejam próximos para garantir a segurança dos visitantes e a preservação das instalações.
Alimentos e bebidas só podem ser consumidos fora da galeria. Também é recomendado o uso do guarda-volumes para mochilas e bolsas maiores. Para os pais de bebês, há banheiros com fraldário disponíveis no primeiro andar da Pina Contemporânea.
Serviço
Onde? Grande Galeria da Pina Contemporânea – Av. Tiradentes, 273 – Luz – São Paulo.
Quando? A mostra vai até 18 de outubro. O museu fica aberto de segunda a domingo, exceto às terças, das 10h às 18h (entrada até 17h).
Quanto? Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) pelo site oficial. Gratuito aos sábados e nos segundos domingos do mês.
Busque hospedagem em São Paulo
Fonte: viagemeturismo





