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Mecânico de 230 kg inicia tratamento em Cuiabá para perder peso e aliviar dor

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2026

O mecânico Renato Jesus Pinto, de 55 anos, que ficou cerca de 20 dias acamado em uma oficina desativada em Cuiabá, foi transferido para o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, nessa terça-feira (9). Antes da mudança, ele estava internado no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Ele pesa mais de 230 kg.

Renato foi levado para uma unidade estadual especializada no tratamento da obesidade e no acompanhamento de pacientes em preparação para cirurgia bariátrica. A transferência ocorreu devido à necessidade de cuidados especializados e monitoramento contínuo, conforme o quadro clínico apresentado pelo paciente.

Em áudio enviado à equipe da TV Centro América, Renato contou que a transferência ocorreu durante a noite e relatou que passou por exames antes de ser levado para a nova unidade.

Em áudio, Renato contou como está o estado dele, no Hospital Metropolitano. – Vídeo: TVCA

“Fui transferido ontem à noite. Fiz o teste de Covid lá para poder ser transferido. Agora estão fazendo teste, vão dar remédio e ver se eu estou com infecção ou não. Estou com muita cólica, muita dor”, relatou.

Renato também afirmou que ainda não sabe quais serão os próximos passos do tratamento e disse que deve passar por uma nova avaliação antes de qualquer procedimento relacionado à cirurgia bariátrica. “Parece que aqui, para fazer bariátrica, eu tenho que entrar em outra fila, outra burocracia”, disse.

Antes da transferência, o mecânico recebeu atendimento em uma unidade municipal de saúde e também teve apoio da rede de assistência social do município.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o acompanhamento em um hospital de referência garante ao paciente acesso a uma equipe multiprofissional e a recursos específicos para avaliação, tratamento e preparação cirúrgica, com mais segurança e assistência adequada.

O caso de Renato ganhou repercussão após ele relatar que estava sem conseguir andar, com diagnóstico de trombose e dependendo da ajuda de amigos para se alimentar, tomar medicamentos e realizar atividades básicas do dia a dia.

Relembre o caso

Renato estava instalado em um pequeno espaço cedido por um amigo, em uma oficina desativada na região central de Cuiabá. Sem mobilidade por causa da obesidade, ele relatava dores, ferimentos pelo corpo e dificuldade para conseguir atendimento adequado.

À reportagem, ele contou que os problemas começaram após passar mal quando voltava do trabalho. Desde então, segundo ele, a rotina passou a depender da solidariedade de amigos e vizinhos.

Fonte: primeirapagina

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