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Junho: mês de conscientização e combate à violência contra idosos

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2026

Mês é marcado pela mobilização em defesa dos direitos da pessoa idosa

Dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra idosos, o Mês de junho tem como referência o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado no dia 15 de. A data busca sensibilizar a sociedade sobre a importância da proteção, do respeito e da garantia da dignidade na terceira idade.

O tema ganha ainda mais relevância diante do aumento dos registros de violência em todo o país. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania apontam que, somente em 2024, foram registradas mais de 179 mil denúncias envolvendo pessoas idosas por meio do Disque 100, resultando em mais de 960 mil violações de direitos identificadas.

Para a presidente da Fundação Abrigo do  Bom Jesus, Márcia Ferreira, os números revelam uma realidade preocupante e muitas vezes invisível. “Grande parte dos idosos que sofrem violência não consegue denunciar por medo, dependência emocional ou financeira dos próprios familiares. Por isso, é fundamental que vizinhos, amigos e toda a comunidade estejam atentos aos sinais e façam a denúncia quando necessário”, destaca a presidente da instituição.

Segundo Márcia Ferreira, a conscientização da população é uma das principais ferramentas para combater os maus-tratos. “Quem denuncia pode salvar uma vida. O silêncio contribui para que a violência continue acontecendo. Precisamos fortalecer a cultura do cuidado, do respeito e da proteção à pessoa idosa”, afirma Márcia, que  ao mesmo tempo revela sua preocupação com a falta de uma instituição pública em Cuiabá para acolher os idosos vítimas da violência do abandono ou de maus  tratos .

A realidade observada nacionalmente também se reflete em Cuiabá. De acordo com o delegado Marcos Veloso, titular da Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa, mais de  500 denúncias foram registradas pela unidade no período de um ano.

“O número é expressivo e demonstra que a violência contra a pessoa idosa está presente em diversas formas, desde a negligência até a violência psicológica, patrimonial e física”, explica Dr. Marcos Veloso.

O delegado ressalta que a maioria dos casos ocorre justamente no ambiente em que o idoso deveria encontrar proteção. “A maior parte das ocorrências acontece dentro do próprio núcleo familiar. Muitas vezes, o agressor é um filho, neto, cuidador ou outro familiar próximo, o que torna a situação ainda mais delicada e difícil de ser denunciada pela vítima”, afirma Veloso.

As autoridades reforçam que qualquer suspeita de maus-tratos pode ser comunicada pelo Disque 100, canal gratuito e sigiloso de denúncia de violações de direitos humanos.

Especialistas lembram que sinais como isolamento, abandono, falta de cuidados básicos, alterações emocionais, lesões inexplicáveis e movimentações financeiras suspeitas podem indicar situações de violência.

Diante do aumento dos registros, a mensagem das instituições de proteção é clara: denunciar é um ato de responsabilidade social e pode representar a diferença entre o sofrimento silencioso e a garantia de uma vida digna para milhares de idosos brasileiros.

Fonte: noticiapositiva

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