A empresária cuiabana Isolda Risso inicia uma nova fase de vida conectada ao desenvolvimento humano, à escuta sensível e ao cuidado emocional através da arte.
Depois de décadas transitando entre o empreendedorismo, gastronomia, fotografia, escrita criativa e estudos sobre comportamento humano, ela encontrou na arteterapia uma forma de unir toda sua trajetória pessoal e profissional em um propósito mais humanizado.
A escolha acompanha uma tendência respaldada inclusive pela ciência. Um relatório da Organização Mundial da Saúde, baseado em mais de 900 estudos científicos realizados em diferentes países, concluiu que atividades artísticas ajudam na redução da ansiedade, do estresse e de sintomas depressivos, além de fortalecer vínculos sociais, autoestima e funções cognitivas.
Apaixonada por fotografia, pintura, música, literatura, filosofia e arranjos florais, Isolda sempre enxergou a arte como uma linguagem emocional. Recentemente, aprofundou essa conexão ao concluir formação terapêutica pela Faculdade Mar Atlântico e atualmente segue os estudos em arteterapia em uma pós-graduação pela Censupeg.
“A arte transmuta o imaginado para o campo real. Ela transforma criatividade em melodia, cor, movimento e promove crescimento interior”, define.
Com uma trajetória multidisciplinar, Isolda também possui formação em Gastronomia pela UNIC, Coaching pelo Instituto Brasileiro de Coaching, Programação Neurolinguística (PNL), além de cursos em História da Arte e da Moda pela FAAP e estudos em Filosofia, Ética e História na Casa do Saber, onde foi aluna de nomes como Leandro Karnal, Clóvis de Barros Filho e Luiz Felipe Pondé.
Segundo ela, a busca pelo conhecimento sempre esteve ligada à necessidade de compreender emoções, memórias e experiências que moldam a vida humana.
Ao longo dos anos, Isolda também ministrou palestras sobre inteligência emocional, relações interpessoais e desenvolvimento humano, abordando temas como “Diálogos do Eu”, “As Faces do Amor” e “Vestir-se de Sabedoria”. Em 2009, lançou o livro Mulheres CapráNós, voltado às complexidades emocionais do universo feminino.
Na vida prática, a arte sempre ocupou um espaço essencial. A fotografia tornou-se exercício de contemplação e presença; a pintura, uma forma de expressão emocional; e os arranjos florais, uma conexão entre beleza, equilíbrio e sensibilidade.
“Nem tudo consegue ser dito em palavras. Muitas vezes, a arte fala primeiro”, resume.
Além da atuação profissional, Isolda segue envolvida em movimentos culturais e sociais de Cuiabá. Durante anos, patrocinou o projeto Café com Afeto, realizado no Museu Histórico de Cuiabá, promovendo encontros e debates sobre temas ligados ao comportamento humano, cultura e interesse público.
Admiradora do pintor Wassily Kandinsky e entusiasta da música clássica, ela defende uma visão cada vez mais rara nos tempos atuais: a de que sensibilidade, beleza e arte também possuem papel transformador na sociedade.
Não por acaso, segue inspirada pela célebre frase do escritor russo Fiódor Dostoiévski em O Idiota: “A beleza salvará o mundo”.
Fonte: odocumento




