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Jairinho desiste do adiamento e julgamento de Henry Borel é retomado no Rio: veja os detalhes

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O julgamento do assassinato do menino Henry Borel Medeiros foi retomado pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (25), após uma mudança de posicionamento do réu Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho.

Inicialmente, Jairinho havia pedido a destituição de seus advogados, movimento que poderia provocar um novo adiamento do julgamento. A solicitação ocorreu depois que o advogado Fabiano Tadeu Lopes, responsável pela defesa principal, sofreu um infarto no último sábado (23) e permaneceu hospitalizado.

Mesmo contando com outros defensores constituídos, Jairinho alegou que Fabiano Lopes era o profissional mais preparado para atuar no caso por conhecer outras acusações relacionadas ao processo. A juíza Elizabeth Machado Louro avaliou a medida como uma tentativa de atrasar o andamento do júri.

Durante a sessão, a magistrada determinou a transferência do réu de Bangu 8 para Bangu 1, unidade considerada de segurança máxima no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada após manifestação do Ministério Público e ocorreu no momento em que Jairinho ficou temporariamente sem defesa constituída.

Bangu 8 é conhecida por receber presos com nível superior, enquanto Bangu 1 possui regime mais rígido e abriga detentos considerados de alta periculosidade.

Após a interrupção da sessão para conversar com advogados, Jairinho voltou atrás e restabeleceu a equipe de defesa, incluindo o filho Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, recém-formado em Direito. Com isso, o julgamento foi retomado normalmente.

O corpo de jurados foi formado por cinco homens e duas mulheres. Na sequência, a juíza leu a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Segundo a acusação, Henry Borel morreu em março de 2021 após sucessivas agressões. O Ministério Público afirma que Jairinho espancou a criança até a morte, enquanto Monique Medeiros, mãe do menino, teria sido omissa diante das agressões.

Jairinho responde por homicídio qualificado e por três crimes de tortura contra criança. Já Monique Medeiros é acusada de homicídio por omissão qualificado.

Durante o julgamento, estão previstos depoimentos de delegados, peritos e médico legista. De acordo com acusação e defesa, o júri pode durar entre cinco e sete dias.

O pai de Henry, Leniel Borel de Almeida Junior, que atua como assistente da acusação, afirmou antes da sessão que a estratégia da família é apresentar elementos que apontariam tentativas de ocultação de provas após a morte da criança.

Já a defesa de Jairinho sustenta que a morte do menino ocorreu em decorrência de um acidente e voltou a afirmar que não teve acesso integral a todas as provas reunidas no processo.

Fonte: cenariomt

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