– A aposentadoria da desembargadora Maria Erotides Kneip marcou o início de uma nova fase de mudanças na composição do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A magistrada participou na última quarta-feira (21) de sua última sessão nas Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo, encerrando uma trajetória de mais de 40 anos dedicados ao Judiciário estadual.
Maria Erotides completa 75 anos no próximo dia 4 de julho, idade que determina a aposentadoria compulsória na magistratura. No cargo de desembargadora desde 2011, ela deixa uma vaga que será preenchida pelo critério de merecimento, por meio de lista mista, aberta a magistrados e magistradas.
Durante a sessão de despedida, colegas de Corte, servidores e integrantes do gabinete prestaram homenagens à desembargadora. Em pronunciamentos emocionados, ela foi lembrada pela atuação firme no Judiciário e pela relação próxima construída com equipes e magistrados ao longo da carreira.
A sessão foi conduzida pelo desembargador Márcio Vidal e reuniu ainda os desembargadores Helena Maria Bezerra Ramos, Rodrigo Roberto Curvo, Deosdete Cruz Júnior e Jones Gattass Dias, além do juiz convocado Antônio Veloso Peleja Júnior.
Além da saída de Maria Erotides, o TJMT deve registrar outras duas aposentadorias até julho de 2026. O desembargador Juvenal Pereira da Silva atingirá a idade limite no dia 16 de julho, abrindo vaga destinada ao critério de antiguidade.
Já o desembargador Sérgio Valério deixará a Corte no dia 27 de julho. Nesse caso, a cadeira será ocupada por uma mulher, em disputa por merecimento por meio de lista exclusivamente feminina.
Natural de Juiz de Fora, em Minas Gerais, Maria Erotides se formou em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora em 1973. Ela ingressou na magistratura mato-grossense em janeiro de 1985, inicialmente como juíza substituta.
Ao longo da carreira, passou pelas comarcas de Alto Garças, Alto Araguaia, Dom Aquino, Jaciara, Rondonópolis, Várzea Grande e Cuiabá. Na Capital, atuou na 2ª Vara Criminal. Já em Várzea Grande, trabalhou na 1ª e na 5ª Vara Criminal, além de ter presidido o Tribunal do Júri durante 19 anos.
No TJMT, também ocupou funções de destaque, como os cargos de corregedora-geral da Justiça e vice-presidente da Corte. A desembargadora ainda coordenou a Cemulher-MT, desenvolvendo ações voltadas ao combate da violência doméstica e familiar contra a mulher.
Fonte: odocumento




