O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) criticou nesta segunda-feira (25) o avanço da judicialização na área da saúde e afirmou que o Estado possui cerca de R$ 300 milhões bloqueados por decisões judiciais.
A declaração foi feita durante a assinatura da ordem de serviço que oficializou o Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires como responsável pela administração do Hospital Regional Jorge de Abreu, em Sinop.
“Nós vivemos hoje, no Estado de Mato Grosso, uma indústria da judicialização. Sinop é um dos exemplos. Hoje nós temos R$ 13 milhões bloqueados lá em Sinop”, afirmou.
Pivetta disse que não faz críticas diretas às decisões judiciais, mas atribuiu o aumento das ações à dificuldade histórica do poder público em gerir a saúde.
“Não estou criticando a judicialização. Só acho que o Estado precisa eliminar essa falta de capacidade de fazer a gestão da saúde e, consequentemente, gerar essa escalada de judicialização, que, se eu não me engano, hoje chega a R$ 300 milhões no Estado”, declarou.
Durante o discurso, o governador voltou a defender que os hospitais regionais sejam administrados por modelos fora da estrutura direta do Estado, como organizações sociais de saúde (OSS) ou consórcios intermunicipais.
Segundo ele, os municípios possuem mais proximidade com os pacientes e melhores condições de administrar os serviços.
“O Estado pode ajudar, mas o que pode fazer de melhor é transferir o recurso para que os municípios façam. Os municípios conhecem as pessoas, os prefeitos e secretários sabem onde estão os problemas”, disse.
O governador também reclamou de resistências ao modelo e disse que existem ações judiciais tentando barrar a gestão compartilhada.
“Tem gente entrando com ação para impedir, alegando que o consórcio é leigo, que não tem expertise. Tem gente fazendo isso agora, nesse momento, para que não dê certo”, declarou.
Apesar das críticas, Pivetta afirmou que a nova gestão do Hospital Regional de Sinop deve ampliar a capacidade da unidade.
“Hoje tem 98 leitos. Muito em breve terá 158 leitos. Vai dobrar a produção e ampliar serviços nas áreas de urologia, cirurgia pediátrica e cirurgia oncológica”, disse.
Fonte: Olhar Direto




