Uma nova variante do vírus da Influenza A (H3N2) está circulando em Mato Grosso. A identificação foi feita a partir de análises genéticas em amostras coletadas nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande entre fevereiro e março deste ano. Batizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como A (H3N2) J.2.4.1 (subclado K), a variante apresenta rápida expansão global desde agosto do ano passado, mas não há evidências de que provoque casos mais graves da doença.
O mapeamento genético foi realizado pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), em São Paulo, que atua como referência regional para o Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT). Além do território mato-grossense, o subclado K já teve a circulação confirmada em outras 12 unidades da federação, espalhadas por todas as regiões do país.
Estados com circulação confirmada do subclado K: Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
A diretoria do Lacen-MT esclarece que o patógeno não se trata de um vírus inédito, mas sim de uma mutação recente na estrutura do H3N2 tradicional, mantendo os mesmos sintomas típicos de gripe. O envio mensal de amostras para São Paulo faz parte de um protocolo contínuo de vigilância genômica, cujo objetivo é monitorar a evolução do vírus e subsidiar a formulação da vacina da gripe para os anos seguintes.
Apesar das alterações genéticas detectadas nesta linhagem, as autoridades de saúde reforçam que a vacinação continua sendo o método mais eficaz de prevenção. O imunizante reduz significativamente o risco de evolução para quadros graves, internações e óbitos decorrentes da infecção respiratória.
A vacina contra a gripe está disponível gratuitamente nos postos de saúde de Mato Grosso para os grupos prioritários.
Quem pode se vacinar:
-
Idosos e crianças (de seis meses a menores de seis anos);
-
Gestantes e puérperas;
-
Trabalhadores da saúde e professores;
-
Povos indígenas e comunidades quilombolas;
-
Pessoas com comorbidades ou deficiência permanente;
-
População em situação de rua;
-
Profissionais do sistema prisional, forças armadas e pessoas privadas de liberdade.
Do Governo de Mato Grosso/Secom-MT
Fonte: leiagora




