Economia

Lula defende exploração sustentável da Margem Equatorial

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2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (18) a exploração de petróleo na Margem Equatorial, na Bacia da Foz do Amazonas. Durante visita à Refinaria de Paulínia (Replan), no interior de São Paulo, o presidente afirmou que a atividade deve ser conduzida com responsabilidade ambiental.

Lula destacou que o governo federal mantém compromisso com a preservação da Amazônia e afirmou que a exploração da região também envolve questões ligadas à soberania nacional.

Segundo o presidente, o Brasil precisa ocupar e explorar a área de forma responsável para evitar interesses internacionais sobre a região. Durante o discurso, Lula citou declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionadas a outros territórios internacionais.

A Petrobras recebeu, no ano passado, autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar pesquisas exploratórias na Margem Equatorial. A região é considerada estratégica pelo potencial petrolífero e vem sendo comparada a uma nova fronteira do pré-sal brasileiro.

Críticas às privatizações

Durante o evento em Paulínia, Lula também criticou as privatizações da BR Distribuidora, realizada em 2019, e da Liquigás, em 2020. Para o presidente, as vendas representaram uma tentativa gradual de reduzir a participação da Petrobras no mercado nacional.

O presidente afirmou que a Petrobras deve ser tratada como patrimônio estratégico do país e argumentou que a estatal ajuda a reduzir os impactos das oscilações internacionais nos preços dos combustíveis.

Lula também relacionou o aumento do preço do petróleo aos conflitos envolvendo o Irã e disse que o governo busca alternativas para minimizar os efeitos no bolso dos consumidores brasileiros.

Investimentos em São Paulo

O presidente participou do anúncio de R$ 37 bilhões em investimentos da Petrobras no estado de São Paulo até 2030. Segundo a estatal, os recursos serão direcionados para áreas como refino, logística, exploração, produção, descarbonização e energia sustentável.

A previsão é de geração de cerca de 38 mil empregos diretos e indiretos. Parte dos investimentos, cerca de R$ 6 bilhões, será destinada à Refinaria de Paulínia, considerada a maior do país.

Atualmente, a Replan possui capacidade de processamento de 434 mil barris de petróleo por dia. Com a ampliação prevista, o volume poderá chegar a 459 mil barris diários.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a refinaria avança em projetos para produção de combustível de aviação com conteúdo renovável. Ela também informou que a empresa pretende anunciar em breve a viabilidade comercial de uma nova descoberta no bloco Aram, localizado no pré-sal da Bacia de Santos.

Magda Chambriard ressaltou ainda que a Petrobras trabalha para ampliar a autossuficiência do Brasil na produção de diesel até 2030, reforçando a importância da segurança energética em meio ao cenário internacional de conflitos.

Fonte: cenariomt

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