A administração de Donald Trump tornou públicos cerca de 170 documentos sigilosos relacionados a Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs). O material, que reúne registros entre 1947 e a década de 1970, traz relatos surpreendentes de astronautas das missões Apollo 12 e 17 sobre avistamentos de luzes e partículas inexplicáveis durante operações na superfície lunar.
A divulgação foi coordenada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e disponibilizada em um portal público. Segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a medida visa encerrar décadas de especulações. “É hora de o povo ver por si mesmo o que estava escondido atrás de sigilos”, afirmou em comunicado oficial.
Relatos impressionantes: Apollo 12 e Apollo 17
Entre os destaques do acervo está a transcrição da missão Apollo 12, de novembro de 1969. Nela, o piloto Alan Bean descreve ter observado, através de um telescópio, flashes de luz e partículas que pareciam estar “escapando da Lua” e navegando pelo espaço profundo.
Já em dezembro de 1972, durante a Apollo 17 — a última missão tripulada à Lua —, os astronautas Ronald Evans e Jack Schmitt reportaram fragmentos extremamente brilhantes que flutuavam e giravam próximos ao módulo lunar. Na ocasião, Schmitt comparou o efeito visual a “fogos de artifício de 4 de julho”, o feriado de independência norte-americano.
Os arquivos também revelam uma fotografia histórica de 1972 que captura três pontos de luz em formação triangular sobre o solo lunar. Na época, a tripulação descreveu os elementos como objetos intensamente brilhantes observados em três momentos distintos da viagem.
Transparência e explicações científicas
O presidente Donald Trump defendeu a abertura dos arquivos como um passo fundamental para a transparência governamental. “Queremos permitir que os cidadãos tirem suas próprias conclusões sobre a natureza desses fenômenos”, declarou o republicano. O Pentágono informou que novos lotes de documentos devem ser liberados gradualmente nos próximos meses.
Apesar do entusiasmo de entusiastas da ufologia, a comunidade científica mantém a cautela. Em entrevista à agência Reuters, o renomado astrofísico de Harvard, Avi Loeb, sugeriu uma explicação pragmática: as luzes e fragmentos registrados pelas câmeras da NASA poderiam ser resultado de impactos de asteroides na superfície lunar, que lançam detritos brilhantes ao espaço devido à baixa gravidade.
O que são os UAPs?
A sigla UAP (Unidentified Anomalous Phenomena) substituiu o antigo termo OVNI (Objeto Voador Não Identificado) no vocabulário oficial do governo norte-americano. A mudança busca abranger não apenas objetos no ar, mas também fenômenos observados no espaço e sob a água que desafiam as leis da física conhecidas ou a identificação imediata.
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Fonte: cenariomt




