Pela primeira vez, a Copa do Mundo da Fifa terá 48 seleções. O torneio, que será sediado nos EUA, Canadá e México, será o maior da história, com 12 grupos de 4 times, totalizando 104 partidas. Cada um dos times tem um brasão estampado no peito (nem sempre do lado esquerdo!).
Os emblemas têm diferentes formas, origens e níveis de criatividade. Muitos fazem referência a tradições milenares: o galo francês nasceu de um trocadilho em latim, um jogo de xadrez inspirou a estampa da Croácia e o calendário asteca que aparece no escudo mexicano, bem, não é um calendário.
Outros escudos repetem elementos das bandeiras e brasões de armas nacionais, enquanto alguns escolhem caminhos estéticos bem mais diferentões (sim, Nova Zelândia, estamos falando com você).
Os brasões de futebol ajudam a contar um pouco sobre a história e a geografia de cada país. Entenda os significados por trás dos 48 emblemas das seleções da Copa do Mundo de 2026.
GRUPO A

México
Desde os anos 1980 o país combina a águia-real, animal-símbolo do país, com a Pedra do Sol Asteca, a escultura mais famosa do império pré-colombiano (conhecida também como “calendário asteca” – erroneamente, já que não é um calendário). Em 2021, o escudo ganhou uma versão mais moderna e geométrica, inspirada nas artes maias e astecas. Agora, está presente apenas o contorno de um dos anéis da Pedra.
Coreia do Sul
O tigre é um símbolo em várias culturas asiáticas. Está, inclusive, no mito de criação sul-coreano. O tigre branco (baekho), especificamente, é considerado o guardião do ponto cardeal Oeste e associado à proteção e ao poder militar. No brasão, o formato geométrico do rosto do felino remete à uma formação tática
de futebol.
África do Sul
Nativa, a flor Protea é símbolo nacional e aparece no uniforme de vários esportes por lá. Ela precisa de pouca água e cresce mesmo após incêndios. Por isso, simboliza resiliência e esperança, especialmente após o fim do Apartheid. Além do escudo, a camisa da seleção é decorada com padrões geométricos formados por 12 linhas, representando as 12 línguas oficiais do país.
Tchéquia
Escudo atualizado em 2021, ganhou traços mais modernos. O leão com duas caudas e uma coroa é um símbolo da Boêmia, a maior e mais populosa região do país, desde pelo menos o século 13, na Idade Média. Embora nunca tenha conquistado a taça, o país já disputou duas finais de Copas, quando ainda competia como Tchecoslováquia, em 1934 e 1962 – esta última contra o Brasil.
GRUPO B

Catar
Junta a cor da bandeira, o nome da Qatar Football Association (QFA) em árabe e uma bola de futebol estilizada, com padrões geométricos que remetem a bordados típicos do país. Em 2022, quando disputou sua primeira Copa, o Catar não teve de passar pelas Eliminatórias (pois era o anfitrião). Acabou em último. Promete ir melhor na Copa 2026 (para a qual se classificou vencendo os Emirados Árabes por 2×1).
Canadá
O brasão traz uma folha de bordo canadense, a árvore-símbolo do país (e cuja seiva é usada para fazer o famoso maple syrup, ou xarope de bordo). Embora o futebol até tenha certa popularidade no Canadá, com 1.200 times reconhecidos pela confederação oficial, a seleção nacional é pangaré: só participou de duas Copas, em 1986 (quando terminou na última posição) e 2022 (ficou em penúltimo).
Suíça
Além da bandeira do país, com uma cruz branca (símbolo usado pela Antiga Confederação Helvética, que precede a Suíça, e incorporado à bandeira do país no século 19), a camisa traz o brasão da ASF-SFV, a Associação Suíça de Futebol. São duas siglas porque a primeira está em francês e italiano e a segunda em alemão, refletindo o uso desses idiomas no país (que também tem uma quarta língua, o romanche).
Bósnia e Herzegovina
Com apenas 3,4 milhões de habitantes e baixa densidade populacional (61 pessoas por km2, 70% menos que o estado de São Paulo), o país surgiu ao declarar independência da Iugoslávia em 1992. Participou de uma única Copa, em 2014, terminando em 20o lugar. Seu brasão é bem simples: tem o mapa bósnio dentro de uma bola de futebol e o nome da Nogometni/Fudbalski Savez Bosne i Hercegovine (N/FSBiH), a confederação de futebol do país.
GRUPO C

Brasil
Desde quando ainda se chamava Federação Brasileira de Futebol, em 1914, o escudo do time canarinho já passou por dezenas de mudanças, sempre usando as cores da bandeira nacional. No centro há a Cruz da Ordem de Cristo, que começou a ser usada em Portugal no século 14, depois do fim da Ordem dos Templários. A cruz surgiu como um símbolo da defesa da fé cristã, e eventualmente se tornou o emblema das Grandes Navegações. Depois de estampar as velas das naus portuguesas, hoje também pode ser encontrada no emblema da seleção portuguesa e no do Vasco da Gama, clube fundado por imigrantes da terrinha.
Escócia
O ano no brasão enfatiza o orgulho escocês de ser um dos times de futebol mais antigos do mundo – empatado com o da Inglaterra. Nas nove versões que o emblema já teve nos últimos 154 anos, o leão é uma constante, representando poder, bravura e orgulho. Desde 1953, há também 11 cardos, a flor nacional do país.
Haiti
É a segunda vez que o Haiti participa da Copa da Fifa – a primeira foi em 1974, quando não passou da fase de grupos. O emblema do time repete elementos da bandeira nacional: as cores vermelha e azul, um arranjo de armas e uma palmeira com um barrete frígio, que representa a liberdade. Tudo isso sobre o fundo sutil de uma bola de futebol.
Marrocos
Em 2025, o Marrocos conseguiu um recorde mundial ao vencer 19 partidas internacionais consecutivas. O emblema apresenta a coroa, as cores da bandeira e a estrela, cujas pontas representam os cinco pilares do Islamismo. Desde 1994 há também o nome da federação em árabe e francês (falado por um terço da população – de 1912 a 1956, o Marrocos foi um protetorado da França).
GRUPO D

Turquia
É a bandeira do país, herança do Império Otomano. A Turquia volta à Copa do Mundo 24 anos após sua última participação. Em 2002, ela terminou em terceiro lugar (perdeu para o Brasil por 1 X 0 na semi). Foi a melhor classificação da história do time.
Estados Unidos
Por mais de 20 anos, o emblema norte-americano tinha listras azuis com estrelas brancas num fundo vermelho, o oposto da bandeira do país. Em 2016, um novo escudo deixou o esquema de cores similar ao da bandeira. No uniforme feminino, há quatro estrelas no topo – elas são tetracampeãs mundiais. Esta será a 12ª Copa disputada pelos EUA, a segunda como anfitriões. O melhor resultado foi em 1930, quando terminaram em terceiro.
Paraguai
É o símbolo da Associação Paraguaia de Futebol (APF), que mudou pouco desde a sua fundação, em 1906. Em meio às cores nacionais (cuja inspiração é a bandeira da França), há uma estrela que simboliza “projeção para o futuro”, segundo a APF. Curiosidade: o Paraguai é o único país cuja bandeira tem versos diferentes. Na frente, há o brasão de armas; no fundo, o selo do Tesouro.
Austrália
Adaptação do brasão de armas do país. A bola no centro é também o logo da federação de futebol nacional. O canguru e o emu são animais nativos. A estrela tem sete pontas (seis para cada estado australiano e uma para territórios atuais e futuros). Apesar de ausentes na bandeira, o verde e o amarelo fazem referência à planta-símbolo do país, a acácia-dourada. A combinação é usada em diferentes esportes desde o século 19 e, em 1984, tornou-se oficial.
GRUPO E

Curaçao
A ilha caribenha estreia na Copa de 2026 já como o menor país em população e território a disputar um Mundial. A seleção é formada majoritariamente por jogadores nascidos na Holanda com raízes locais, reflexo da ligação com o Reino dos Países Baixos, do qual Curaçao é um território autônomo. O emblema, um escudo azul e dourado com as iniciais da federação, remete às cores da bandeira da ilha.
Alemanha
Originalmente, o escudo pertence à Deutscher Fußball-Bund, federação da antiga Alemanha Ocidental mantida após a reunificação do país, em 1990. No centro aparece a águia negra, símbolo nacional alemão desde o século 13. No anel ao redor, três segmentos fazem referência às cores da bandeira (preto, vermelho e amarelo) e, acima, quatro estrelas remetem aos títulos mundiais de 1954, 1974, 1990 e 2014.
Costa do Marfim
Recortado no formato das fronteiras do país, o escudo destaca o elefante, símbolo nacional que também inspira o apelido da seleção: Les Éléphants. O animal remete ao comércio de marfim que deu nome à nação durante o período colonial. O emblema ainda tem as cores da bandeira – verde, branco e laranja – e, dentro de uma pequena bola de futebol, as iniciais da federação.
Equador
Estreou em Copas apenas em 2002, quando caiu na fase de grupos. A melhor campanha veio em 2006, com a classificação para as oitavas de final. O escudo da federação foi reformulado em 2020; antes, trazia pousado sobre o emblema um condor, ave sagrada na cultura andina e símbolo nacional. Hoje, o desenho remete ao pássaro com um monograma estilizado que usa as iniciais da federação, nas cores da bandeira equatoriana.
GRUPO F

Tunísia
Foi o primeiro país africano a vencer em Copas do Mundo, em 1978. O apelido do time é “Águias de Cartago” (capital da antiga civilização cartaginesa, cujas ruínas se encontram na Tunísia). Em 2006, a ave foi incorporada no emblema do time, que já contava com as cores da bandeira.
Japão
No xintoísmo, a religião tradicional do Japão, o corvo-de-três–pernas Yatagarasu é um deus–guia. Servente da deusa do sol Amaterasu, ele foi enviado para orientar as expedições do primeiro imperador da nação, Jimmu. Em 1931, o pássaro virou símbolo da Associação de Futebol do Japão, segurando uma bola vermelha – o sol nascente da bandeira do país. Mas a estreia em uma camisa da seleção só rolou em 1988.
Holanda
O leão vem desde a estreia em Copas, em 1934. A referência é o brasão de armas da Casa de Orange-Nassau, família real que lidera o país desde o século 16. A cor dos uniformes homenageia a linhagem iniciada por Guilherme I, príncipe de Orange (Laranja), que auxiliou na independência dos Países Baixos da Espanha.
Suécia
Uma bola de futebol com as cores e a bandeira do país, além de “Suécia” escrito em sueco. Simples e direto. As cores azul e amarela colorem os emblemas oficiais do país desde o século 13, e a cruz reflete a tradição cristã. Ao redor da bola, o nome da Associação Sueca de Futebol e o ano de sua fundação, 1904. O time estreou na Copa em 1934 e foi vice contra o Brasil em 1958, jogando em casa.
GRUPO G

Bélgica
Apresenta as cores nacionais, que por sua vez vêm do Ducado de Brabante, estado do Sacro Império Romano-Germânico estabelecido em 1183 e que ocupava regiões dos atuais Países Baixos e Bélgica. As listras e o semicírculo preto formam a letra “b” (de Bélgica). A coroa é uma referência à monarquia belga. “1895” é o ano de fundação da associação de futebol do país e também o nome do fã-clube oficial da seleção.
Egito
Leva as cores da bandeira nacional. Abaixo da bola estufada na rede, lê-se “Associação Egípcia de Futebol”, em árabe. Membro da Fifa desde 1923, é a entidade africana mais antiga do tipo. Na Copa, você talvez veja sete estrelas acima do escudo. É o número de títulos continentais da equipe (apelidada de “Os Faraós”). Um recorde.
Irã
Na parte superior, a bandeira do país tem 22 vezes a frase “Allahu Akbar” (“Deus é o maior”, em árabe). É uma referência a 22 de Bahman (11 de fevereiro no calendário persa) de 1979, data da Revolução Iraniana, que derrubou a monarquia. Abaixo está escrito “Federação de Futebol da República Islâmica do Irã” em farsi, idioma oficial do país, e em inglês.
Nova Zelândia
É uma folha de samambaia-de-prata (Cyathea dealbata), espécie endêmica da Nova Zelândia e usada como símbolo do país desde o século 19. Para o povo maori, a folha (que de fato pode alcançar a coloração prateada) representa força, resistência obstinada e poder duradouro.
GRUPO H

Arábia Saudita
O falcão é o símbolo nacional. Suas penas e formato remetem a uma bola de futebol. No fundo, há uma palmeira, elemento do brasão de armas saudita que representa crescimento e prosperidade. Dentro do brasão há a sigla da federação, SAFF. O nome do país, que aparece em árabe e inglês, vem da Casa de Saud, que comanda a nação desde os anos 1930.
Cabo Verde
A Federação Cabo-Verdiana de Futebol (FCF) adotou um novo brasão em 2020, desenvolvido por jovens do país. O tubarão faz referência ao apelido da seleção, “Tubarões Azuis”. Ao fundo, há a bandeira do país na vertical. As faixas azuis geralmente representam o céu e o mar. No topo, as dez estrelas douradas simbolizam as dez ilhas do país.
Uruguai
O Uruguai tem dois títulos na Copa do Mundo, de 1930 e 1950. As outras duas estrelas destacam suas conquistas nas Olimpíadas de 1924 e 1928, em campeonatos organizados pela Fifa antes da primeira Copa. Ao lado, há dois ramos de louro, simbolizando as vitórias. As listras e o uniforme são do mesmo tom de azul da bandeira, que rende à seleção o apelido de “La Celeste”.
Espanha
O brasão está de cara nova desde 2021. Os elementos clássicos agora têm um design minimalista pensado para o ambiente digital – linhas mais grossas e menos cores e detalhes. No centro, o brasão de armas nacional reúne símbolos dos antigos reinos: Aragão (listras), Navarra (correntes em forma de cruz), Castela (castelo), Leão (o animal) e Granada (romã), além das flores-de-lis da Casa de Bourbon. Há ainda, abaixo, uma referência a 1909, o ano da primeira associação de futebol, e a sigla da atual federação, RFEF.
GRUPO I

França
A história desse emblema começou há alguns séculos, com um trocadilho em latim: tanto o galo quanto os habitantes da Gália (onde hoje se localizam a França e outros países) eram chamados de gallus. O que era uma piada se tornou um símbolo da nacionalidade francesa – depois de muitas reviravoltas históricas e sociais, o galo gaulês hoje representa valentia, vigilância e orgulho, e pode ser encontrado em outros times e empresas do país.
Noruega
Este não é só mais um escudo com um leão que faz referência à força e superioridade e usa as cores nacionais. A federação do Senegal leva o apelido de Leões de Teranga – teranga, em wolof, uma das línguas faladas no país, é uma expressão sem tradução. É como os senegaleses definem o espírito de seu país, e representa uma filosofia de vida de hospitalidade, generosidade e respeito.
Senegal
A Noruega passou décadas usando um brasão simples, só com sua bandeira dentro de um círculo. A versão atual foi criada em 2014 e inclui também dois dragões do brasão de armas nacional segurando a sigla da federação, NFF. Norge, ao topo, significa “Noruega”.
Iraque
A Federação Iraquiana de Futebol tem um brasão decorado, que faz referência ao Leão da Babilônia, um monumento milenar do país. Mas o uniforme dos jogadores é estampado com esta versão simplificada da bandeira nacional, que leva o escrito Allahu Akbar, “Deus é o maior”.
GRUPO J

Argentina
Até 1976, a seleção jogava sem escudo. O jornalista e empresário Norberto Rud convenceu a Associação do Futebol Argentino (AFA) de que um emblema facilitaria a identificação do time nas fotos e transmissões em preto e branco na Copa de 1978, na Argentina (e que os hermanos acabaram vencendo). A AFA adotou um design elaborado pelo próprio Rud, que sofreu poucas alterações desde então. A coroa de louro foi adicionada em 1982.
Áustria
Adaptação do brasão de armas do país. No centro, a bandeira nacional – uma das mais antigas ainda em uso. Adotada em 1230, suas cores vêm da Casa de Babemberga, dinastia de nobres austríacos. A inspiração para a águia foram as legiões, elite do exército romano que tinham como símbolo o animal. “ÖFB” é a sigla em alemão para “Federação Austríaca de Futebol”.
Argélia
É a bandeira do país. Apesar de comumente associada ao islamismo, o símbolo da lua crescente com a estrela é mais antigo que a religião (fundada no século 7). O conjunto aparece em vários reinos e culturas há pelo menos 2,3 mil anos. O maior propagador foi o Império Otomano, que incorporou o símbolo dos sassânidas no séc. 7 e, no séc. 19, o colocou em sua bandeira. O Império Otomano era islâmico, e muitos dos países que descendem dele (caso da Argélia) acabaram adotando a lua e a estrela.
Jordânia
O escudo foi criado com base na bandeira nacional. As cores branca, preta e verde correspondem a antigos califados (monarquias islâmicas). Respectivamente: Omíadas, Abássidas e Fatímidas. O vermelho remete à dinastia Hachemita, que governa a Jordânia. Os sete pontos da estrela fazem referência à Al-Fatiha (“A Abertura”), os sete versículos iniciais do Corão.
GRUPO K

Colômbia
Ao redor da bola de futebol e do nome da federação, as cores da bandeira colombiana representam a riqueza do solo em amarelo, os rios, mares e o céu em azul e o sangue dos heróis em vermelho.
Uzbequistão
O time estreia na Copa com um emblema simples que, ao contrário da maioria, não é nas cores da bandeira nacional. Ele apresenta só o básico: um campo, uma bola de futebol e a sigla da federação.
República Democrática do Congo
De 1948 para cá, o time já competiu sob os nomes de Congo Belga, Congo-Kinshasa e Zaire – foi com este último nome que participou pela única vez da Copa, em 1974. Seus jogadores sempre foram conhecidos como “Leopardos”, o felino que aparece no brasão com as cores da bandeira e uma bola de futebol.
Portugal
O emblema atual foi criado para a primeira Copa de que Portugal participou, em 1966. Assim como o escudo brasileiro, ele tem uma Cruz Pátea, uma variação da Cruz de Cristo que o país já ostentava nas caravelas das Grandes Navegações. Ao centro, há uma versão do brasão de armas do país modificada para o formato de um troféu.
GRUPO L

Gana
Gana é um dos 13 países da África cuja bandeira tem esse conjunto de cores. A referência é a bandeira da Etiópia, que com a exceção de um breve período de ocupação italiana na Segunda Guerra, jamais foi colonizada. No séc. 20, durante os movimentos de independência do continente, muitos países decidiram se inspirar no vizinho. Gana foi o primeiro a fazer isso, em 1957.
Panamá
Este emblema foi criado em 2024: ao centro, há uma harpia, uma das maiores aves de rapina do mundo e ave nacional do Panamá. Suas asas têm dez penas, uma para cada província panamenha. A reforma também trocou a sigla da federação (Fepafut) pelo nome do país e acrescentou a bandeira nacional ao centro.
Inglaterra
Esses três leões diferentões já constavam na primeira versão do emblema, em 1872. Na verdade, eles são muito mais antigos que isso: vêm desde o reinado de Ricardo I (conhecido como Ricardo Coração de Leão), no final do século 12. A posição dos animais se chama passant guardant: tudo sugere que o leão olha para você enquanto anda para outro lado, transmitindo força controlada, vigilância e soberania. A estrela é da vitória mundial em 1966.
Croácia
A estampa xadrez vermelha se chama šahovnica e é um símbolo da Croácia há mais de 500 anos. Reza a lenda que tudo começou no final do século 10, quando o rei Estêvão Dirzislau da Croácia se libertou de um sequestro por parte de inimigos venezianos ao ganhar três partidas de xadrez seguidas. Depois disso, ele teria transformado o padrão na estampa de brasões e bandeiras de todo o reino.
Textos: Bruno Carbinatto (Grupo A), Bruno Garattoni (Grupo B), Bela Lobato (Grupo C, I, K e L), Rafael Battaglia (Grupo D, J e G), Luiza Lopes (Grupo E), Diego Facundini (Grupo F) e Ana Clara Caielli Barreiro (Grupo H).
Fonte: abril




