Lucas do Rio Verde

Investimentos na Festa do Milho e recursos culturais em Lucas do Rio Verde: Vereadores têm opiniões divergentes

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2026

O vereador Márcio Albieri valorizou na tribuna da Câmara de Lucas do Rio Verde durante a sessão de segunda-feira (11), a importância dos investimentos em cultura, especialmente na realização da Festa do Milho, evento instituído por projeto de sua autoria há cerca de seis anos no município.

Albieri destacou o crescimento contínuo da festa e seu papel como uma das principais oportunidades de acesso da população local a atrações de nível nacional. Segundo ele, o evento cumpre uma função social relevante ao levar entretenimento a trabalhadores que, muitas vezes, não têm condições de viajar para grandes centros em busca desse tipo de programação.

O parlamentar também enfatizou o impacto econômico positivo da festa, lembrando que grande parte das entidades envolvidas na organização reinveste os recursos arrecadados em projetos sociais dentro do próprio município. Para ele, a cultura vai além do entretenimento, sendo um instrumento de inclusão e desenvolvimento comunitário.

Ao abordar a questão orçamentária, Albieri ressaltou que a área cultural recebe cerca de 1,37% dos recursos municipais, percentual que classificou como reduzido diante da relevância do setor. Ele comparou com os investimentos em saúde, que ultrapassam o mínimo constitucional de 15%, chegando, em alguns anos, a 35% do orçamento.

“O município já investe muito acima do obrigatório em saúde. Não é justo retirar ainda mais da cultura, que já recebe pouco e garante à população o direito constitucional ao acesso ao lazer e à cultura”, argumentou.

O vereador também adiantou que há articulações para ampliar a Festa do Milho, com a possibilidade de realização de um encontro nacional de tecnologia paralelo ao evento, envolvendo universidades e empresas, com foco na cadeia produtiva do milho e no desenvolvimento econômico local.

Críticas ao modelo de gastos

Por outro lado, o vereador Hélio Kaminski apresentou posicionamento crítico em relação aos investimentos realizados, especialmente quanto à contratação de artistas nacionais.

Kaminski afirmou que não é contrário à Festa do Milho, mas questiona o volume de recursos destinados a atrações de grande porte. Segundo ele, uma fração desses valores poderia ser utilizada para contratar um número maior de artistas locais, mantendo o evento e fortalecendo a cultura regional.

O parlamentar também rebateu o argumento de limitação orçamentária, destacando que a legislação permite o remanejamento de recursos entre secretarias, desde que haja aprovação da Câmara Municipal. Para ele, o debate deve considerar a flexibilidade do orçamento público e as prioridades definidas pelos gestores.

“A festa pode acontecer, mas com melhor distribuição dos recursos. É possível valorizar mais os artistas locais sem comprometer o evento”, defendeu.

Debate reflete diferentes visões sobre políticas públicas

A discussão evidencia diferentes perspectivas sobre o papel do poder público na promoção da cultura e na gestão dos recursos municipais. De um lado, a defesa do acesso democrático ao entretenimento e do impacto social e econômico dos grandes eventos; de outro, a preocupação com a racionalidade dos gastos e a valorização da produção cultural local.

O tema deve continuar em pauta nos próximos debates legislativos, especialmente diante da relevância da Festa do Milho no calendário municipal e de sua crescente dimensão dentro de Lucas do Rio Verde.

Fonte: cenariomt

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