O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) afirmou que, mesmo após o período das convenções, a decisão final sobre as candidaturas da federação União-Progressista caberá a uma comissão interna e até mesmo poderá ser levada à direção nacional de cada partido. A declaração tem impacto direto no caso do senador Jayme Campos (União Brasil), que tem colocado o nome na disputa pelo Executivo do Estado.
Segundo Garcia, ainda que seja aprovado em convenção municipal ou estadual, o candidato precisará passar pelo crivo da comissão regional da federação para ser homologado de fato.
”Existe uma comissão da federação, instituída com cinco membros. Essa comissão da federação vai analisar e decidir sobre o resultado das convenções de cada um dos partidos. (…) E também tem a possibilidade no estatuto da nacional dos partidos sentarem e decidirem”, resumiu o deputado, deixando claro que o rito interno do União-Progressista não se encerra com o calendário oficial da Justiça Eleitoral.
Garcia explicou que a comissão responsável pelas análises terá poder para resolver impasses e até mesmo para substituir nomes que já tenham sido registrados, caso entenda que há problemas jurídicos, políticos ou de estratégia eleitoral.
Na prática, a fala de Garcia significa que nenhum candidato, nem mesmo nomes experientes como Jayme Campos, tem sua candidatura garantida apenas pela aprovação em convenção.
Para a lei, depois do prazo das convenções, os nomes já estão formalizados e só podem ser trocados em casos muito específicos, como morte, indeferimento ou desistência voluntária. Mas, pelo relato do deputado, dentro do União Progressista, a palavra final sobre quem efetivamente concorre pode vir depois, por decisão de cúpula.
Fonte: leiagora




