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Lula deixa a Casa Branca após encontro com Trump em Washington

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2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira (7), após participar de uma reunião seguida de almoço com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro durou cerca de três horas e contou com a presença de ministros e autoridades dos dois países.

A previsão inicial era de que Lula e Trump conversassem com a imprensa no Salão Oval, mas a programação foi alterada. O presidente brasileiro deverá conceder entrevista a jornalistas na embaixada do Brasil na capital norte-americana ainda nesta tarde.

Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia, no horário de Brasília. A reunião havia sido negociada previamente pelas equipes diplomáticas dos dois governos para tratar de temas como comércio internacional, combate ao crime organizado, minerais críticos e questões geopolíticas.

No mês passado, Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo de cooperação voltado ao combate ao tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê o compartilhamento de informações sobre apreensões realizadas nas aduanas dos dois países, com o objetivo de acelerar investigações sobre rotas e organizações criminosas.

Integraram a comitiva brasileira os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores; Wellington César, da Justiça e Segurança Pública; Dario Durigan, da Fazenda; Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Alexandre Silveira, de Minas e Energia; além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Relação comercial

A relação entre Brasil e Estados Unidos enfrenta tensões comerciais desde 2025, após a retomada de medidas tarifárias pelo governo Donald Trump. Entre elas, a aplicação de tarifas de 25% sobre importações de aço e alumínio, medida que atingiu diretamente exportadores brasileiros.

O governo norte-americano justificou as tarifas com argumentos econômicos e políticos. Houve ainda críticas direcionadas ao Supremo Tribunal Federal brasileiro em meio às decisões relacionadas ao processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Em abril, os Estados Unidos também adotaram tarifas adicionais sobre diversos produtos brasileiros sob a alegação de falta de reciprocidade comercial. Em resposta, o governo brasileiro intensificou negociações diplomáticas e acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC).

O Brasil também fortaleceu mecanismos legais de reciprocidade comercial e retaliação para tentar conter novas medidas tarifárias por parte do governo norte-americano.

No fim de 2025 e no início de 2026, os Estados Unidos recuaram parcialmente das medidas, retirando tarifas de alguns produtos e substituindo parte do tarifaço por uma tarifa global temporária em torno de 10%. No entanto, setores como aço e alumínio continuam sujeitos a taxas elevadas.

Fonte: cenariomt

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