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Empresária é achada morta em Cuiabá: marido confessa crime e enterro no quintal

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2026

A morte da empresária Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, chocou moradores de Cuiabá nesta terça-feira (5), após o corpo da vítima ser encontrado enterrado no quintal da residência onde ela vivia com o marido, no bairro Parque Cuiabá. O principal suspeito do crime, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, foi preso e confessou o assassinato à polícia.

Nilza estava desaparecida desde o dia anterior, quando familiares registraram boletim de ocorrência relatando o sumiço. A situação ganhou contornos ainda mais graves durante as investigações, que levaram os policiais até o imóvel do casal. No local, o corpo foi localizado enterrado, evidenciando uma tentativa de ocultação do crime.

Confissão e tentativa de despistar investigação

De acordo com as informações apuradas, Jackson não apenas confessou o homicídio, como também teria tentado enganar as autoridades e familiares ao simular o desaparecimento da esposa. Há indícios de que ele registrou comunicações falsas e criou versões para justificar a ausência da vítima, numa tentativa de afastar suspeitas.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a movimentação financeira realizada após o crime. O suspeito teria transferido cerca de R$ 18 mil da conta da empresária para sua própria conta, o que reforça a linha de apuração sobre possível motivação financeira.

Circunstâncias do crime ainda são apuradas

Embora a confissão tenha ocorrido, a dinâmica exata do assassinato ainda está sendo investigada. Informações preliminares indicam que Nilza pode ter sido morta em outro local e levada posteriormente até a residência, onde o corpo foi enterrado. Há também relatos de que a vítima foi encontrada com sinais de que poderia ter sido imobilizada, o que levanta suspeitas de premeditação.

O caso foi enquadrado como feminicídio, caracterizado quando o crime ocorre em contexto de violência doméstica ou em razão da condição de mulher. A polícia agora busca esclarecer todos os detalhes, incluindo a motivação, a sequência dos fatos e eventuais outras irregularidades associadas ao crime.

Comoção e investigação em andamento

Nilza Moura era empresária e conhecida na região. Informações apontam que o casal havia oficializado a união recentemente, em 2024, e que no imóvel também funcionava uma atividade ligada ao suspeito.

A Polícia Civil segue com as investigações para concluir o inquérito e reunir elementos que sustentem a responsabilização criminal do autor. O caso reforça o alerta sobre a violência contra a mulher e a complexidade dos crimes que envolvem relações íntimas, frequentemente marcados por tentativas de ocultação e manipulação de evidências.

Fonte: cenariomt

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