Os investimentos em energia solar no Brasil já superam R$ 300 bilhões, considerando tanto grandes usinas quanto sistemas de geração distribuída. Os dados foram divulgados em abril de 2026 pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).
Apesar do avanço expressivo, o setor enfrenta um momento de desaceleração, com redução no ritmo de novos projetos ao longo do último ano. Entre os principais entraves estão cortes na geração de energia excedente sem compensação financeira e dificuldades de conexão para pequenos sistemas, relacionadas à limitação das redes elétricas.
Indicadores do setor
O levantamento aponta números relevantes:
• Investimentos acumulados: mais de R$ 300 bilhões;
• Empregos gerados: mais de 2 milhões na última década;
• Capacidade instalada: 68,6 gigawatts (GW);
• Arrecadação pública: R$ 95,9 bilhões;
• Participação na matriz elétrica: 25,3%, sendo a segunda maior fonte do país.
Mesmo com esses números, o setor registrou retração em 2025. A potência adicionada à matriz caiu 25,6%, passando de 15,6 GW em 2024 para 11,6 GW no ano seguinte.
A energia solar está presente em todo o território nacional, com grandes usinas e sistemas distribuídos em mais de 5 mil municípios.
Destaque por estados
Na geração centralizada, os principais estados são:
• Minas Gerais: 8,6 GW;
• Bahia: 2,9 GW;
• Piauí: 2,4 GW.
Já na geração distribuída:
• São Paulo: 6,5 GW;
• Minas Gerais: 5,8 GW;
• Paraná: 4,2 GW.
Segundo a Absolar, os desafios recentes impactaram diretamente o mercado, resultando em fechamento de empresas, cancelamento de investimentos e redução de postos de trabalho.
A presidente eleita do conselho da entidade para o período de 2026 a 2030, Barbara Rubim, afirmou que a prioridade será garantir uma expansão sustentável do setor. Entre as medidas defendidas estão melhorias regulatórias, fortalecimento do mercado livre de energia e incentivo a tecnologias como armazenamento e hidrogênio verde.
A associação também propõe a regulamentação do armazenamento de energia no âmbito do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). De acordo com a entidade, essas mudanças podem ser implementadas por meio de decretos ou portarias, sem necessidade de aprovação legislativa.
Fundada em 2013, a Absolar reúne empresas e instituições da cadeia fotovoltaica e atua na promoção da transição energética no Brasil.
Fonte: cenariomt





