A alta no preço dos combustíveis foi tema de audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), em Cuiabá. O encontro, proposto pelo deputado Faissal Calil, reuniu representantes do setor para discutir os efeitos do cenário internacional, especialmente após o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã.
O Sindipetróleo MT participou do debate com a presença do presidente Claudyson Martins Alves, conhecido como Kaká, além do diretor executivo Nelson Soares Júnior e do empresário Ramsés Castoldi.
Impacto internacional e risco de instabilidade
Durante a audiência, Kaká alertou que o cenário geopolítico pode pressionar ainda mais os preços no Brasil. “O agravamento desse conflito pode trazer instabilidade no abastecimento e até risco de escassez de combustíveis, dependendo da evolução da situação internacional”, afirmou.
Postos não definem preços, diz sindicato
O presidente do sindicato reforçou que os postos revendedores não são responsáveis pela definição dos preços. “O posto é o último elo da cadeia. Nós apenas repassamos os valores que recebemos das distribuidoras”, destacou, questionando inclusive a ausência de representantes dessas empresas no debate.
Ele também defendeu a importância da fiscalização, mas pediu equilíbrio nas ações. “A fiscalização é necessária, mas não se pode criminalizar quem atua corretamente. A maioria dos postos trabalha dentro da legalidade”, pontuou.
Fiscalizações não apontaram irregularidades
Apesar da ausência da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na audiência, o deputado apresentou dados indicando que mais de mil fiscalizações foram realizadas no país, sendo 62 em Mato Grosso, sem registro de irregularidades.
Operação diária influencia preços
O empresário Ramsés Castoldi explicou que a dinâmica de compra também impacta diretamente os valores repassados ao consumidor. “Os postos não trabalham com estoque para longo prazo. A compra é praticamente diária, então qualquer alteração no custo já reflete rapidamente no preço na bomba”, afirmou.
Presenças no debate
A audiência também contou com representantes do governo estadual, como o secretário-adjunto da Receita Pública da Sefaz, Lucas Elmo, e a secretária-adjunta de Proteção e Defesa do Consumidor, Ana Rachel Gomes.
O debate reforça que a formação dos preços dos combustíveis envolve uma cadeia complexa, influenciada por fatores internacionais, custos logísticos e políticas de distribuição — com reflexos diretos no bolso dos consumidores em todo o estado.
Fonte: cenariomt





