A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora o índice seja superior ao registrado no último trimestre de 2025 (5,1%), trata-se do menor resultado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012.
No mesmo período de 2025, a taxa havia sido de 7%, indicando melhora na comparação anual. O levantamento aponta ainda que, desde o trimestre encerrado em maio de 2025, o desemprego não ultrapassava a marca de 6%.
Ao final de março, o país contabilizava 6,6 milhões de pessoas em busca de trabalho. Esse contingente representa um aumento de 19,6% em relação ao trimestre anterior, mas uma queda de 13% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Mercado de trabalho e ocupação
O número total de pessoas ocupadas chegou a 102 milhões, com redução de 1 milhão frente ao último trimestre de 2025. Em relação ao primeiro trimestre de 2025, houve crescimento de 1,5 milhão de trabalhadores.
Segundo o IBGE, o comportamento do mercado de trabalho no início do ano segue um padrão sazonal. Setores como comércio, administração pública e serviços domésticos apresentaram retração no número de ocupados, influenciados por fatores como a redução de atividades após o fim do período de festas e o encerramento de contratos temporários.
Informalidade em queda
Apesar da alta na taxa de desocupação frente ao trimestre anterior, houve redução na informalidade. A taxa ficou em 37,3% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores sem vínculo formal.
No fim de 2025, esse índice era de 37,6%, enquanto no primeiro trimestre daquele ano atingia 38%.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu estável no trimestre, somando 39,2 milhões, mas apresentou crescimento de 1,3% em relação ao ano anterior.
Já os trabalhadores sem carteira assinada tiveram queda de 2,1% no trimestre, totalizando 13,3 milhões. O contingente de trabalhadores por conta própria permaneceu estável em 26 milhões, com aumento anual de 2,4%.
Metodologia
A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui diversas formas de ocupação, com ou sem carteira assinada. Para ser classificada como desocupada, a pessoa precisa ter procurado emprego nos 30 dias anteriores à coleta dos dados. O levantamento abrange cerca de 211 mil domicílios em todo o país.
Outro indicador relevante, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apontou a criação de 228 mil vagas formais em março. No acumulado de 12 meses, o saldo é positivo em 1,2 milhão de empregos com carteira assinada.
Fonte: cenariomt





