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Cientista do Inpa é premiado com o Prêmio Ciência, a maior honraria científica do Brasil

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2026

A bióloga Maria Teresa Fernandez Piedade, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), foi anunciada nesta sexta-feira (24) como vencedora do Prêmio Almirante Álvaro Alberto, considerado a principal premiação da ciência brasileira.

A honraria é concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Marinha do Brasil. Criado em 1981, o prêmio reconhece anualmente pesquisadores responsáveis por obras científicas ou tecnológicas de destaque nacional.

A cerimônia de entrega está marcada para o dia 7 de maio, no Rio de Janeiro. Maria Teresa receberá diploma, medalha e prêmio em dinheiro no valor de R$ 200 mil.

Com quase 50 anos dedicados a estudos sobre a Amazônia, a pesquisadora atua atualmente nos programas de pós-graduação em Ecologia e Botânica do Inpa. Ela também lidera o grupo Ecologia, monitoramento e uso sustentável de áreas úmidas (Maua).

Maria Teresa iniciou sua trajetória acadêmica na Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, e posteriormente seguiu para o Inpa, onde concluiu mestrado e doutorado. Tornou-se pesquisadora efetiva da instituição em 1988.

Ao longo da carreira, participou de iniciativas de cooperação científica internacional voltadas à região amazônica, incluindo programas ligados à biosfera e parcerias entre Brasil e Alemanha. Em nível nacional, também integrou conselhos e diagnósticos sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos.

Seu principal foco de pesquisa atualmente envolve os efeitos das cheias e vazantes dos rios amazônicos sobre ecossistemas, cadeias alimentares e estoques de carbono.

A cientista também estuda impactos provocados por ações humanas, como barragens. Segundo ela, áreas florestais próximas à Hidrelétrica de Balbina vêm sofrendo morte gradual da vegetação em razão da alteração no regime natural das águas.

Maria Teresa destaca ainda a relevância dos rios e cursos d’água amazônicos para o equilíbrio climático e hídrico do país. Para a pesquisadora, a produção científica é essencial para orientar políticas de preservação e compreender a fragilidade desses ambientes.

Fonte: cenariomt

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