O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), declarou nesta quarta-feira (22) que “muitos brasileiros sentem saudade” do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e classificou a gestão do ex-capitão como “mais técnica”. As falas foram dadas durante a abertura da Norte Show, feira do agronegócio realizada em Sinop (MT).
Mendes respondeu a questionamentos sobre a fala do governador Otaviano Pivetta, que puxou um coro de saudade de Bolsonaro. O ex-governador não só endossou a declaração, como foi além:
“Eu acho que o presidente Bolsonaro fez um grande papel, tinha um governo mais técnico, um governo que deu superávit depois de muitos anos de déficit primário, tinha uma equipe muito alinhada e competente”, disse Mauro.
Para o ex-governador, o legado bolsonarista mantém influência direta sobre o ambiente político atual
“Eu acho que essa saudade está fazendo com que ele sinta, que eu sinta, que muitos brasileiros sintam, e por isso está tendo uma eleição muito disputada contra aquele que está no mandato hoje, que é o presidente Lula”, afirmou.
O alinhamento de Mauro com o bolsonarismo não é de hoje. Nas eleições de 2022, o então governador foi um dos principais cabos eleitorais de Jair Bolsonaro (PL) em Mato Grosso, palco de uma das maiores vitórias do ex-presidente no país. Para viabilizar a aliança, Mendes atuou para desfazer um acordo inicial e se coligar com o PL, o partido do então presidente, esvaziando a possibilidade de que outro nome da direita concorresse ao governo estadual contra ele.
Mauro renunciou ao governo de Mato Grosso no fim de março para se lançar pré-candidato ao Senado. As declarações sobre o governo Bolsonaro e o apoio a Pivetta reforçam seu discurso de centro-direita e sua tentativa de atrair o eleitorado bolsonarista, que ainda é majoritário no estado. Em 2022, Jair Bolsonaro venceu em Mato Grosso com mais de 60% dos votos válidos.
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Mauro engrossa coro da saudade de Bolsonaro e classifica gestão como “mais técnica” da história recente pic.twitter.com/rB7TYjjZov
— Leiagora Portal de Notícias (@leiagorabr) April 24, 2026
Fonte: leiagora





